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A fraca participação juvenil na iniciativa, que se realizou na igreja paroquial para os cristãos (particularmente para os jovens) das paróquias da vigararia de Tavira, motivou mesmo o apelo do padre Pedro Manuel à revitalização do convite aos rapazes e raparigas para a dimensão vocacional.

O director do Secretariado Diocesano da Pastoral Vocacional exortou à “coragem” no incentivo aos jovens. “É necessário revitalizar o convite aos rapazes e raparigas desta zona da nossa diocese”, desafiou o sacerdote que presidiu à vigília, manifestando também a dificuldade sentida na criação de um grupo vicarial do Pré-seminário naquela vigararia e, simultaneamente, a confiança em relação ao futuro. “Depois desta noite sei que vou ter participantes. O próximo encontro é já no sábado e não quero voltar para Faro sem me ter encontrado com ninguém”, desejou.

Aos cristãos presentes na vigília, o sacerdote pediu-lhes que não fechassem o coração e lembrou que Deus não conta apenas com o “vizinho do lado”, mas conta com cada um deles. “Muitas vezes podemos julgar que o anuncio do Evangelho com que o Senhor nos chama é para os outros e que, na nossa história, não há lugar para maiores ou mais decisões. No entanto, o Senhor diz-nos que ainda aquilo que parece estar perdido, não está”, afirmou.

Na vigília, realizada sob o tema “Enraizados em Cristo, firmes na fé” (da mensagem do Papa para a Jornada Mundial da Juventude de 2011) que se iniciou às escuras e no silêncio, o padre Pedro Manuel interpelou os presentes para lhes perguntar onde colocam as «raízes» das suas atitudes e do seu coração. “Todos queremos deixar a nossa marca profunda na história, mas sabemos que só poderemos deixar essa marca se tivermos o nosso coração «enraizado» em Cristo e se Ele for a razão da nossa fé”, observou.

“Gostamos de vir à igreja, de escutar o Evangelho e de ser cristãos. E mais? Não gostaríamos também de entregar a vida por uma causa maior? Os rapazes que aqui estão, não gostariam de perguntar ao Senhor se pelas vossas vidas não passa o sacerdócio? Os pais que aqui estão, quantos de vós perguntastes aos vossos filhos: «Não achas que deves ter um projecto de felicidade para ti?»”, interpelou.

O sacerdote lembrou ainda que “a vocação é sinónimo também de fragilidade, de história humana, de homens e mulheres concretos” e não “sinónimo de super-homens ou super-mulheres”. “A vocação é sinal de vida nova e esperança. Se quisermos uma Igreja que acredite e anuncie a esperança de viver em Jesus Cristo precisamos todos de homens e mulheres que, sem medo, digam sim”, constatou.

No altar foi colocado um ramo de figueira despido de folhas ao qual os participantes adicionaram as folhas verdes recortadas em papel nas quais escreveram orações, simbolizando assim o compromisso de «enraizarem» a sua vida em Jesus Cristo.

Para além desta vigília, que foi também participada pelo pároco local, o padre Manuel Chícharo, e pelo padre Flávio Martins, pároco de Tavira, aquele serviço diocesano da diocese algarvia tem agendadas ainda este ano a realização de noites de oração idênticas nas paróquias de Almancil (12 de Fevereiro), Armação de Pêra (26 de Março), São Luís de Faro (7 de Maio) e Mexilhoeira Grande (14 de Maio).

Samuel Mendonça

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