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No Porto, cerca de 30 polícias em protesto, numa manifestação “simbólica”, entregaram no governo civil um memorando que pretendem que chegue às mãos da governadora civil, Isabel Santos, em que manifestam o seu desagrado e a sua preocupação com o estatuto profissional da PSP e com a aplicabilidade da lei 12-A àquela força de segurança.

Paulo Rodrigues, da Associação Sindical dos Profissionais de Polícia, explicou à agência Lusa que as vigílias são “simbólicas” e mostram que os polícias “não esquecem que existe um estatuto que é muito mau” para a profissão.

“Vamos continuar a lutar contra este estatuto, porque prejudica não só os polícias como a instituição e vai refletir-se também na qualidade do serviço que prestamos”, realçou.

Segundo Paulo Rodrigues, “aquilo que o memorando descreve é o sentimento dos polícias relativamente ao novo estatuto”, referindo também “algumas situações que vieram a reboque da entrada em vigor do documento”.

Na vigília realizada na Guarda, em frente ao edifício do governo civil e do comando da PSP, participaram cerca de 20 agentes e sindicalistas, que denunciaram preocupações relacionadas com instalações, viaturas e escassez de efetivos.

Segundo disse à Lusa Costa Lopes, do Sindicato dos Profissionais de Polícia (SPP), no comando da Guarda faltam “agentes e chefes para reforço policial noturno”, o parque automóvel está “degradado” e é “insuficiente”, enquanto que as instalações não correspondem às necessidades atuais.

Em relação às instalações, o SPP referiu, a título de exemplo, que “as pessoas ficam em pé enquanto são atendidas, sujeitas à exibição pública dos seus problemas, muitos deles crimes, que devem ficar em segredo de justiça”.

Cerca de duas dezenas de agentes da PSP participaram esta noite numa vigília em Faro e entregaram a um representante do governo civil um manifesto, no qual, entre outros assuntos, abordam a estagnação das carreiras profissionais.

Um dos agentes que participou na ação, sócio da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASAP/PSP), explicou ao representante do governo civil de Faro que o sindicato entendeu fazer várias vigílias no país, nomeadamente em Lisboa, Porto, Guarda e Braga, para manifestar as suas preocupações aos governos civis daqueles distritos.

Porém, em Braga não chegou a haver vigília, já que o organismo sindical decidiu aderir à do Porto, para onde se deslocaram alguns agentes, oficiais e membros da organização.

Apesar disso, alguns agentes apareceram junto ao governo civil por julgarem que a vigília inicialmente marcada para Braga se mantinha.

Lusa

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