Breves
Inicio | Sociedade | Vila Real de Santo António quer auditoria a laboratórios do IPMA que proibem bivalves

Vila Real de Santo António quer auditoria a laboratórios do IPMA que proibem bivalves

© Samuel Mendonça
Foto © Samuel Mendonça

A Câmara de Vila Real de Santo António defendeu ontem a necessidade de auditar os laboratórios do Instituto do Mar e da Atmosfera, cujas análises detetaram bactérias que justificam a proibição da apanha de bivalves, na costa algarvia.

Em causa está a proibição que vigora nas zonas costeiras do concelho, situado no extremo sudeste de Portugal e na fronteira entre o Algarve e a região autónoma espanhola da Andaluzia, que a Câmara considera estar a ser ordenada, devido à alegada presença de toxinas que não são detetadas em níveis prejudiciais para consumo humano nas amostras que a autarquia mandou analisar noutro laboratório.

“Mais uma vez, os exames pedidos pela autarquia ao laboratório oficial e devidamente certificado que efetua as análises para a Junta de Andaluzia (Espanha) contrariam os resultados do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) e revelam que a presença de toxinas na costa do concelho é inferior aos mínimos legais, pelo que a apanha de bivalves não deveria estar proibida”, criticou o presidente da Câmara de Vila Real de Santo António, Luís Gomes.

A Câmara de Vila Real de Santo António anunciou que vai por isso “solicitar uma auditoria aos laboratórios do IPMA, devido às constantes discrepâncias” entre os dados das suas análises e os resultados daquelas que foram requisitadas pela autarquia, para determinar o nível de toxinas dos bivalves da costa algarvia.

O presidente do município advertiu que a interdição põe em causa a “subsistência de centenas de famílias de mariscadores” que ficam sem rendimentos durante os períodos de proibição de captura, que está a vigorar quando as análises solicitadas pelo município detetam níveis de toxinas “inferiores aos mínimos legais”.

“Se dois institutos oficiais apresentam resultados diferentes para o mesmo tipo de análises, temos de exigir ao Estado que monitorize a situação, assuma as suas responsabilidades e apure a situação até às últimas consequências”, defendeu ainda Luís Gomes, citado num comunicado da autarquia.

O autarca voltou a exigir ao IPMA “rapidez e transparência na divulgação dos resultados das análises” que justificam a interdição e criticou o Instituto por só disponibilizar na Internet os resultados das análises de há mais de dois meses.

A autarquia criticou ainda o IPMA e a Secretaria de Estado do Mar por “até agora não apresentarem quaisquer sugestões para os problemas apontados” pela Câmara e os mariscadores da Baía de Monte Gordo, como a “revisão dos valores e das condições de atribuição dos fundos de compensação” para “minimizar os prejuízos” causados pela proibição de captura de bivalves.

Verifique também

Moradores da ilha da Culatra receberam títulos para legalizar as casas

O Governo entregou hoje os primeiros títulos de Utilização de Recursos Hídricos a oito moradores …