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Vinte e sete adultos pediram à Diocese do Algarve para serem admitidos na Igreja Católica

© Samuel Mendonça
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Foram 27 os adultos que ontem, no segundo domingo da Quaresma, pediram à Diocese do Algarve para serem admitidos na próxima Páscoa na Igreja Católica com a receção dos três sacramentos da iniciação cristã: batismo, confirmação (crisma) e eucaristia.

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Os adultos, que vieram agora confirmar a sua intenção de quererem ser cristãos, irão celebrar os três sacramentos na vigília pascal das respetivas paróquias e, para isso foram aceites pelo bispo do Algarve, D. Manuel Quintas, depois de propostos pelas paróquias de Ferreiras, Quarteira, São Clemente de Loulé, São Pedro de Faro, São Sebastião de Lagos, Sé de Faro e Silves e pelo vicariato do Sagrado Coração de Jesus de Portimão.

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Estes adultos iniciaram uma nova fase do seu catecumenado (preparação para a receção dos sacramentos da iniciação cristã) – a purificação e iluminação, – deixando de ser catecúmenos (designação dos candidatos aos sacramentos da iniciação cristã) para passar a ser eleitos, ou seja, escolhidos.

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A Igreja tem um percurso próprio para a iniciação cristã dos adultos que começa com um período de pré-catecumenado, com a manifestação do primeiro desejo de ser batizado. Segue-se o tempo de catecumenado, ligado de maneira particular à catequese, ao conhecimento da pessoa de Jesus, da Igreja e das verdades da fé cristã. Este tempo termina com o rito de eleição dos catecúmenos e a partir desse dia, a preocupação com os adultos já não é de ordem doutrinal, mas de ordem espiritual. São então convidados a uma caminhada mais intensa de ordem interior. Seguidamente à receção dos sacramentos da iniciação cristã, os neófitos (novos filhos) iniciam um período de mistagogia em que são inseridos na vida da Igreja.

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Dirigindo-se aos candidatos à iniciação cristã que com ele se reuniram numa sala anexa ao Seminário de São José, em Faro, D. Manuel Quintas explicou que “a Quaresma é sobretudo para os catecúmenos que se preparam para a celebração do batismo”.

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Ao longo do encontro falou sobre o sentido da Páscoa, incluindo a simbologia do período de preparação que a precede – a Quaresma – e da caminhada de iniciação cristã (catecumenado), recuperada após o Concílio Vaticano II, que explicou ter origem nos primeiros séculos do Cristianismo. No encontro, em que participou também o cónego José Pedro Martins, vigário episcopal para a Pastoral, D. Manuel Quintas elucidou sobre o significado do jejum, da esmola e da partilha neste tempo litúrgico.

Mais tarde, na Sé de Faro, acompanhados pelos seus padrinhos – garantes nesta sua caminhada de fé –, os candidatos inscreveram em livro próprio o seu nome, gesto que confirma a sua vontade em receber os sacramentos da iniciação cristã.

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Na celebração, o bispo diocesano lembrou que, após o batismo, os catecúmenos passarão a fazer parte da Igreja diocesana algarvia e que a Igreja-mãe irá acolhê-los “com muita alegria”. O prelado, que destacou a importância de terem na sua vida cristã uma comunidade de referência, aludiu ao sentido de pertença a uma diocese a uma paróquia.

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D. Manuel Quintas frisou ainda que “a fé está para além dos sentidos”. “Fé significa confiar, depositar a minha confiança em alguém. Isto é fundamental para se ser batizado. Não podemos ser batizados sem fé”, evidenciou, considerando que “aqueles que vão ser batizados não deviam deixar passar um dia sem ler a palavra de Deus”. “A fé é dom de Deus e cresce com a escuta, o acolhimento e a interiorização desta palavra. Escutar a palavra é escutar e conhecer melhor a própria pessoa de Jesus”, sustentou, apelando aos catecúmenos que procurem “viver esta Quaresma de maneira mais intensa”.

Os eleitos irão agora, durante os próximos domingos da Quaresma, celebrar nas suas paróquias os escrutínios e a tradição das entregas das orações do Credo e do Pai-Nosso e, na vigília pascal, a mais importante celebração para os cristãos, completarão a sua iniciação sacramental.

A Quaresma é um período de 40 dias – excetuando os domingos -, marcado por apelos ao jejum, partilha e penitência, que serve de preparação para a Páscoa, a principal festa do calendário dos cristãos.

 

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