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D. Manuel Quintas, que presidiu à celebração da Eucaristia naquela comunidade que visitou desde o passado dia 20 deste mês, lembrou que “só se pode produzir, criar algo e ter iniciativas que congreguem as comunidades, com o apoio de todos”. “Não devemos descarregar em poucos, aquela que é a responsabilidade de todos”, disse o prelado, aludindo à “colaboração e participação de todos” nas instituições que “contribuem tanto para que as populações se sintam unidas, cresçam verdadeiramente como família, encontrem espaço de convívio, de partilha, de crescimento cívico e humano”.

“Isso acontece também ao nível das comunidades cristãs. Como é que poderíamos ter uma Eucaristia viva e participada se não houvesse alguns de vós com a coragem de, com os vossos párocos, trabalhar na vida da comunidade, seja ao nível da catequese, do canto, da liturgia ou da limpeza?”, interpelou.

O bispo diocesano considerou que, “quando todos colaboram, participam e dão algo de si mesmos para o bem de todos, Deus multiplica-o porque aproveitamos todos do pouco de cada um”. “É importante que, nas paróquias e na diocese, todos nos sintamos corresponsáveis pela vida de uma paróquia e da diocese”, acrescentou.

Porque os padres estão, “cada vez mais envelhecidos e limitados na saúde”, “caminhamos para uma situação em que esta corresponsabilização e corresponsabilidade tem que ser mais forte, assumida com maior consciência”, alertou. “Todos temos de nos sentir membros desta Igreja e desta comunidade cristã e, cada um, com as qualidades e os dons que tem, deve contribuir para o enriquecimento de todos”, acrescentou.

D. Manuel Quintas considerou que esta semana permitiu-lhe “conhecer um pouco melhor” aquela freguesia do concelho de Tavira e a paróquia com os seus grupos e associações, com os quais se encontrou. “São, de certa maneira, a convergência de um certo dinamismo que exprime a vida e a vitalidade desta freguesia”, disse o bispo do Algarve acerca dos mesmos.

O prelado considerou que estes encontros ajudaram-no a obter um “conhecimento mais aprofundado e amplo” da realidade daquela comunidade.

No final da Eucaristia, após o agradecimento do padre Afonso da Cunha Duarte, vigário paroquial, pela “visita amiga” e por uma semana a auscultar os “anseios, necessidades e dificuldades” daquela paróquia, D. Manuel Quintas lembrou os séculos de existência daquela comunidade. “Houve muita gente que, antes de nós, aqui se reuniu e celebrou a sua fé. Hoje somos herdeiros dessa fé e do seu testemunho. Vamos todos celebrar a nossa fé, não só na igreja, mas também nas nossas casas, trabalho e nos nossos ambientes”, exortou no final da celebração na qual administrou o sacramento do Crisma a quatro jovens.

Samuel Mendonça

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