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O caso remonta a 06 de abril de 2011, dia em que Vera Alves, de 27 anos, morreu no bloco operatório daquele hospital, onde se submetera a uma cirurgia para tratar a infertilidade, procedimento que lhe causou lesões na aorta abdominal e na artéria ilíaca direita primitiva.

Em declarações à Lusa, o advogado de defesa do viúvo, João Grade, disse que o Tribunal de Portimão decidiu, na semana passada, pronunciar a médica responsável pela cirurgia pela prática do crime de homicídio por negligência.

"No entender do tribunal, a médica não terá utilizado a técnica adequada para a intervenção que estava a fazer", referiu João Grade, acrescentando que o crime é punível com uma pena de prisão que "em abstrato" pode ir até três anos.

Na sequência dos atos médicos que conduziram à morte de Vera Alves, o advogado vai pedir uma indemnização solidária de 500 mil euros à médica em causa e à unidade hospitalar, por ser "civilmente responsável" pelo sucedido.

O viúvo da enfermeira de 27 anos, Jorge Filipe, disse à Lusa que, após a decisão do tribunal de julgar a médica, se sente "mais esperançado" de que se venha a fazer justiça e que a médica seja proibida de exercer a profissão.

Jorge Filipe manifestou-se "chocado" com o facto de a médica ainda continuar a exercer e lamentou a forma como lhe foi transmitida a notícia, acrescentando que, até hoje, nunca recebeu um pedido de condolências por parte do hospital.

Vera Alves, natural da região de Trás-os-Montes, trabalhava como enfermeira numa unidade do Instituto da Droga e da Toxicodependência, em Portimão.

O advogado de defesa aguarda agora a marcação do julgamento por parte do Tribunal de Portimão.

Lusa

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