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A fêmea que hoje à tarde desembarcou no Aeroporto de Faro vai integrar um programa de reprodução em Lagos com o objetivo de preservar a espécie, anunciou o parque em comunicado divulgado hoje.

Antes do encontro com o macho que a espera no Algarve, a ave -de 17 anos e que residiu 15 anos no Zoo de Barcelona -, terá que ficar um período de quarentena, acrescenta a nota.

Uma árvore artificial com cinco metros de altura inserida numa área envolvente que tenta recriar o habitat natural da espécie é a estratégia adotada pelo parque para que a reprodução seja bem sucedida.

Assim, os “Calaus” terão a possibilidade de construir um ninho semelhante aos que a espécie constrói nas árvores altas das florestas húmidas da Malásia, Singapura, Sumatra, Java e Bornéu.

A população desta espécie, cujo nome científico é “Aceros Rhinoceros”, está em acelerado declínio, restando menos de 500 indivíduos em Java e menos de 2 500 em Kalimantan, refere o comunicado do Zoo de Lagos.

Entre as causas do seu desaparecimento contam-se a destruição da floresta na Indonésia, o comércio ilegal de madeira, uso de terrenos para agricultura, a caça para alimento e o uso de penas por tribos locais.

Os “Calaus”, espécie que pode atingir os 45 anos, voltam todos os anos ao mesmo ninho, mesmo depois de as florestas circundantes terem sido derrubadas.

Inaugurado em novembro de 2000, o Parque Zoológico de Lagos conta com 140 espécies de animais e 200 espécies botânicas dos cinco continentes.

Lusa

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