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Foto © Samuel Mendonça

Setenta e três dos cerca de 230 Caminheiros e Companheiros (escuteiros dos 18 aos 22 anos, respetivamente dos ramos terrestre e marítimo) do Corpo Nacional de Escutas (CNE) participaram este fim de semana no sexto ciclo do Cenáculo, um fórum que visa o debate sobre temas de interesse para o desenvolvimento da IV secção escutista.

Neste fórum, que procura igualmente estimular os processos de tomada de decisão a todos os níveis, procurando tornar aqueles escuteiros da IV secção do CNE mais ativos e participantes no movimento, na Igreja e na sociedade, todos os participantes têm oportunidade de partilhar ideias e experiências, bem como de apresentar sugestões.

A coordenadora geral do ciclo deste ano do Cenáculo, que teve lugar de sexta-feira até domingo na Escola Básica de Ferragudo, explicou ao Folha do Domingo que o objetivo da iniciativa voltou a ser, uma vez mais, “esclarecer os Caminheiros e Companheiros da importância da IV secção neste movimento escutista”. “Vejo que esta atividade está a ficar cada vez melhor de ano para ano, tanto a nível de participantes como a nível de organização”, considerou Karina Palma que fez equipa com Sérgio Nogueira, Jéssica Guerreiro e Patrícia Branco.

O Cenáculo deste ano – que contou uma equipa organizadora com 17 Caminheiros e incluiu dois dirigentes observadores –, teve como lema “Juntos iremos mais longe” e foi desenvolvido em torno do imaginário da trilogia “O Senhor dos Anéis”. “Procurou-se associar a chegada à IV secção escutista à jornada que termina com a missão concluída e que leva ao surgimento do homem novo”, referiu Karina Palma.

Na sexta-feira à noite, após o acolhimento ainda na estação ferroviária do Parchal/Ferragudo, os participantes rumaram até à igreja de Ferragudo com três postos pelo meio para a realização de jogos, seguindo-se a celebração da bênção do círio presidida pelo padre Miguel Ângelo Pereira, pároco de Ferragudo.

Já depois da meia-noite seguiram para a escola onde realizaram o primeiro plenário no qual foi apresentada a equipa de projeto e as regras da atividade.

No sábado de manhã, o primeiro plenário sobre o tema “Plano Pessoal de Vida (PPV), Carta de Clã e desafio” foi orientado pelo chefe Cláudio Oliveira (Portimão) e o segundo, sobre “O serviço na IV secção”, pelo com o chefe Rui Peixe (Paderne).

Depois do almoço, os escuteiros realizaram jogos e trabalharam por grupos (clãs) as apresentações para o Fogo de Conselho e o símbolo de cada clã para ser entregue na eucaristia de domingo, durante o ofertório. O último plenário do dia teve como tema “Direitos e Deveres da IV Secção”, orientado pelo chefe Tiago Silva (Armação de Pêra), e motivou a apresentação de algumas propostas saídas de trabalhos dos clãs. Foram ainda elaboradas sugestões que incluíram as conclusões para a C(y)arta, um documento que resulta do Cenáculo e que é enviado para a equipa nacional, sendo divulgado à Junta Central do CNE.

Depois do jantar, os escuteiros deslocaram-se para a Praia da Angrinha onde se realizou o Fogo de Conselho, regressando à escola no final do mesmo para um momento de oração individual, marcadamente simbólico pela queima na vela do Cenáculo do papel que continha o “anel” do imaginário.

No domingo, o primeiro plenário, que teve como tema “Relação entre o dirigente e o Caminheiro/Companheiro”, orientado por Jéssica Guerreiro, representante do fórum, permitiu aos participantes avaliar a sua relação com o chefe do seu clã, bem como a sua relação com a Junta Regional do Algarve do CNE.

Após a leitura e a eleição dos representantes do ciclo que se irá agora iniciar, realizou-se a eucaristia, presidida pelo padre Nelson Rodrigues, assistente regional do CNE, que teve início com a visualização de um vídeo com uma mensagem do criador do Cenáculo, o chefe João Armando do Comité Mundial do Escutismo.

A eucaristia terminou com a mensagem da chefe regional adjunta, Maria José Leote, e, depois da celebração, todos os participantes assinaram a C(y)arta de Cenáculo.

No Algarve, a reflexão deste órgão consultivo do CNE é enviado também à Junta Regional e aos agrupamentos da região. O Cenáculo realiza-se no Algarve desde 2011 e, para além de Olhão, já passou por Silves (2011), Lagos (2012), Loulé (2013), Paderne (2014) e Olhão (2015).

Atualmente, o movimento escutista conta com mais de 25 milhões de elementos no ativo, dispersos por 216 países do mundo. O CNE foi fundado no dia 27 de maio de 1923, por ação de D. Manuel Vieira de Matos, arcebispo de Braga, e está atualmente presente em todas as dioceses de Portugal, registando um efetivo de 73.000 associados (59.000 crianças e jovens e 14.000 adultos), sendo que no Algarve são cerca de 2.200 elementos de 33 agrupamentos.

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