A Jornada da Juventude Católica do Algarve com o seu bispo, ontem à noite iniciada, prosseguiu hoje em Faro, após o pequeno almoço e a oração da manhã na Escola Secundária Tomás Cabreira, o local onde os mais de 300 participantes ficaram acolhidos.





Dali logo divididos em grupos, os jovens seguiram para um jogo de cidade, intitulado “Jesus Friendzone”, constituídos por oito postos distribuídos pela baixa de Faro, onde participaram em catequeses acerca de “amigos e testemunhas de Jesus” e também sobre Judas, o discípulo traidor que foi uma contra-testemunha. O percurso espiritual proporcionou-lhes ainda que conhecessem não só a cidade, mas também as principais igrejas de Faro. No final de cada posto receberam um símbolo de cada “amigo de Jesus” para colocarem num porta-chaves que foram construindo como lembrança diária do testemunho de cada um.




Para além de Judas (porta da traição, no Arco do Repouso), São Pedro (igreja de São Pedro), São João (Seminário), Maria Madalena (diante da igreja da Misericórdia), Lázaro (capela dos ossos da igreja do Carmo), Nicodemos (Paço Episcopal), Nossa Senhora (catedral) e São Francisco (igreja de São Francisco) foram as outras personalidades sobre as quais refletiram aquelas catequeses.




Após o almoço no Seminário de Faro, e depois de uma manhã centrada nas grandes testemunhas de Jesus, a tarde focou-se na realidade concreta de cada jovem e teve início com a atividade intitulada “Além do Testemunho”, uma espécie de “escape room (jogo de salas) espiritual”, composto por várias dinâmicas que abordaram diversos modos de testemunhar Jesus na sua vida. A iniciativa foi pensada como um percurso “dinâmico e experiencial” em 14 estações para ajudar os participantes – divididos também por grupos, mas desta feita das suas paróquias de origem – a refletir sobre o seu próprio testemunho de fé.




Os seus medos, escolhas, dificuldades e formas reais de viver a fé no dia a dia estiveram no centro da atividade. Em cada uma delas, os participantes não ouviram apenas uma reflexão, mas viveram uma experiência concreta que procurou levá-los a descobrir obstáculos ao testemunho e caminhos para o tornar mais autêntico.





As estações abordaram diferentes dimensões da vida cristã. Algumas procuraram ajudar a reconhecer dificuldades interiores, como o medo e a vergonha de falar da fé, a pressão social, as feridas pessoais ou o comodismo. Outras trabalharam atitudes concretas, como o perdão, a coerência entre o que se diz e o que se vive, a liderança pelo exemplo, ou a diferença entre a imagem nas redes sociais e a realidade interior. Houve também momentos mais contemplativos, como olhar nos olhos de outra pessoa em silêncio, refletir sobre a “luz de Cristo” ou viver um tempo de silêncio total para “escutar Deus”.





Ao longo das dinâmicas, o objetivo principal foi mostrar que “o testemunho cristão não exige perfeição, mas verdade”. A fé foi apresentada como algo que se vive nas escolhas diárias, nas pequenas atitudes, no serviço, no perdão e na coerência. A atividade procurou ainda levar os jovens a “perceber que não precisam de ser heróis, mas testemunhas reais, com limites e fraquezas, mas disponíveis para crescer”.





No final da tarde, todas as experiências convergiram numa reflexão conjunta, momento designado como “Chá com Fé”, onde cada participante foi convidado a responder pessoalmente à pergunta “como posso dar um melhor testemunho na minha vida, apesar das minhas falhas?” que resultou na construção de um puzzle de grupo.





O percurso terminou com a entrega do símbolo final (último símbolo para o porta-chaves da manhã) – uma peça com a palavra “Eu” – representando que o testemunho não é apenas dos outros ou dos discípulos de Jesus, mas de cada jovem em particular que foi convidado a desenhar nela uma imagem que represente aquilo que quer ser com Cristo.





A Jornada Diocesana da Juventude terminou com a Eucaristia presidida pelo bispo do Algarve na Sé.























