O bispo do Algarve pediu este sábado aos jovens que não sejam “cristãos só de Domingo de Ramos”.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo
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“Gostaria de deixar-vos um desafio muito concreto, particularmente para estes dias. Não sejais cristãos só de Domingo de Ramos. Entusiasmados num dia, mas depois afastados nos outros dias. Caminhai com Jesus até à cruz, para depois poderdes experimentar a alegria da ressurreição”, disse-lhes D. Manuel Quintas na Eucaristia de encerramento da Jornada Diocesana da Juventude (JDJ) celebrada na Sé de Faro.

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“Neste Domingo de Ramos vemos Jesus entrar em Jerusalém aclamado como rei. Poucos dias depois foi rejeitado, condenado e crucificado. É um contraste muito forte, quase desconcertante”, evidenciou, admitindo que muitos dos que pediram a crucifixão de Cristo tenham estado, dias antes, a acolhê-lo em Jerusalém, aclamando-o como rei e messias.

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“Essa multidão, que hoje grita «Hossana ao Filho de David! Bendito o que vem em nome do Senhor» e uns dias depois diz «Crucifica-o», somos nós. Reflete a nossa maneira de ser e de estar, a nossa fragilidade. Isto obriga-nos a perguntar: de que lado estou eu? Sou discípulo de Jesus só nos momentos fáceis? Ou também sou discípulo de Jesus quando é preciso carregar a cruz?”, prosseguiu.

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D. Manuel Quintas acrescentou que “ficar do lado de Jesus nunca é uma opção de neutralidade”. “Quem está com Ele, por vezes, tem de remar contra a corrente, contra o pensamento comum, contra aquilo que toda a gente pensa, faz, decide e diz. E, às vezes, essas ondas são alterosas.Tem de fazer opções, com as quais inspira a sua vida, sobre valores, que deveis considerá-los inegociáveis”, sustentou.

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O bispo do Algarve disse aos jovens que “dar testemunho significa ter a coragem de ser verdadeiro, respeitando, naturalmente, a opção dos outros”. “Significa defender o bem quando outros gozam, criticam. Significa não ter vergonha de acreditar, de rezar, de amar tal como Cristo. Significa dobrar-se sobre quem está prostrado, incluir quem é deixado de lado. Significa perdoar mesmo quando dói. Dar testemunho não significa sermos cristãos perfeitos, sermos já santos. Mas significa querer sê-lo. Significa ser fiel, significa que sempre que caímos voltamos a levantar-nos”, desenvolveu, acrescentando ser “na amizade com Cristo que nasce a força do testemunho”.

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D. Manuel Quintas disse ainda aos participantes da JDJ que “o mundo precisa de jovens que não tenham medo de dar sentido à vida”, “carismáticos, com conteúdo humano, que pretendem o bem comum e que defendem a todo o custo a dignidade da pessoa humana”. “O mundo precisa de jovens que não tenham medo de viver com sentido, que não se vendam ao imediato, ao passageiro, mas que escolham pautar a sua vida por aquilo que é o amor autêntico”, complementou.

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“Talvez através de vós outros possam também encontrar o seu caminho da verdadeira alegria e da verdadeira felicidade”, referiu.

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No final da celebração, o bispo do Algarve pediu ainda aos jovens que comecem a pensar na participação da Jornada Mundial da Juventude de 2027, em Seul, na Coreia do Sul, e também no ‘Rejoice’ 2026, a Jornada Nacional da Juventude que vai decorrer de 24 a 26 de julho, em Lamego.

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A JDJ, com a participação de mais de 300 jovens de toda a Diocese do Algarve, foi promovida na sexta-feira e no sábado pelo Setor Diocesano da Pastoral Juvenil (SDPJ) em colaboração com as paróquias do Montenegro, São Luís, São Pedro (incluindo a comunidade do Patacão) e Sé da cidade de Faro. No final da Missa aquelas comunidades receberam a oferta de uma oliveira e o coordenador do SDPJ, João Costa, anunciou que a JDJ do próximo ano será realizada na paróquia de Albufeira.

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