O bispo do Algarve realçou no domingo, na Eucaristia da solenidade do Pentecostes a que presidiu ao fim da tarde na Sé de Faro, assinalando também o Dia da Igreja Diocesana, que “não existe verdadeira comunidade cristã sem o Espírito Santo”.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

“Sabemos todos que sem o Espírito Santo cada um vai para seu lado. É o Espírito que opera em nós a unidade e constrói a comunhão. É o Espírito Santo que, mesmo sendo diferentes, falando línguas diferentes, pertencendo a culturas diferentes, faz um só povo, uma só família, uma só Igreja”, sustentou D. Manuel Quintas.

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O bispo diocesano afirmou que “o Espírito Santo foi enviado para todos sem exceção”, “sopra onde quer e como quer” e “não há limites geográficos, culturais, linguísticos”. “Ele desceu sobre todos, continua a descer sobre todos, continua a fazer de todos o povo de Deus”, referiu.

D. Manuel Quintas lembrou ainda que os “dons” e “carismas” “são muitos” e “diversos”. “Cada um tem os seus, mas olhai que isto não é propriedade privada. É para serem colocados ao serviço do bem comum”, alertou, acrescentando: “não é para serem guardados, para serem detidos para si mesmos, para serem privatizados”. “Se forem privatizados, desaparecem, não crescem, esmorecem, acabam, não se desenvolvem. É com o contributo de todos, com o colocar ao serviço de todos dos dons de cada um que esta Igreja, que esta família, cresce na fidelidade a Cristo e ao Evangelho e se capacita para sermos testemunhas de Cristo vivo e de Cristo ressuscitado”.

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O bispo diocesano advertiu assim que “não existe verdadeira Igreja fiel à pessoa de Jesus sem o Espírito Santo”. “Não é possível sermos verdadeiros discípulos de Jesus, vivermos com verdade e autenticidade o nosso batismo sem o Espírito Santo”, disse, acrescentando que, por isso, “o Crisma não é um sacramento facultativo”. “Nós não somos crismados por causa dos outros. Somos crismados porque nós próprios precisamos do Espírito Santo. Sem Ele não há possibilidade de crescermos como Igreja, nem de realizar a missão que Jesus confiou aos apóstolos, a toda a Igreja e nos confiou a nós também no dia do Batismo”, esclareceu.

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D. Manuel Quintas afirmou então que estas “são verdades que estão interligadas”. “Não podemos ser missionários por conta própria, por nossa iniciativa pessoal apenas, desligados de tudo e de todos. É pela ação do Espírito Santo que nos une à família, nos une à Igreja, nos une à comunidade, nos une ao nosso pároco, nos une ao nosso bispo, nos une ao Papa. É esta a missão e a força da missão da Igreja está nesta unidade e nesta comunhão”, referiu na Eucaristia que teve início com o rito da bênção e aspersão da água como invocação do Batismo.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo
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Aquela solenidade e o Dia da Igreja Diocesana foi ainda celebrada com a administração do sacramento do Crisma a um grupo de 19 jovens e 1 adulto das comunidades de Nossa Senhora do Amparo de Portimão (1), Paderne (5), São Luís (1) e Sé de Faro (13).

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O bispo diocesano lembrou a unidade e comunhão daquela celebração a todas as comunidades cristãs algarvias e aos seus párocos. “Hoje estamos particularmente unidos também àquela que é a Igreja celeste, a Igreja do Algarve que está no céu”, disse, pedindo, de modo particular, a oração pelo padre David Sequeira, falecido na última sexta-feira.