No dia de ontem, em que a Igreja celebrou a solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo, popularmente conhecida por Corpo de Deus, o bispo do Algarve realçou que “só uma Igreja apaixonada pela Eucaristia se torna geradora de vocações e ministérios” e “verdadeiramente sinodal”.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo
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Na conclusão da procissão com o Santíssimo Sacramento pela baixa de Faro, desde a Sé de Faro até à igreja matriz de São Pedro, D. Manuel Quintas disse que “só uma Igreja que ama e saboreia verdadeiramente a presença de Jesus na Eucaristia” gera “vocações sacerdotais e consagradas e também de serviços, como os catequistas e tantos outros que servem e apoiam” as comunidades paroquiais e a Igreja diocesana algarvia.

 

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“E também seremos uma Igreja verdadeiramente sinodal, como nos foi pedido pelo Papa Francisco e continua a pedir-nos o Papa Leão. Uma Igreja apaixonada pela Eucaristia também é uma Igreja que inclui tudo e todos. Comunhão, Participação e Missão são estas três palavras para explicar este caminho sinodal que nos envolve a todos. Tudo brota da Eucaristia”, acrescentou.

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Destacando que “a Eucaristia é fonte de alegria, mas também fonte de vida, de verdade, de autenticidade e de coerência cristã”, D. Manuel Quintas exortou assim a “uma Igreja verdadeiramente missionária, ministerial e sinodal”.

 

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Dirigindo-se às inúmeras crianças presentes, que ontem realizaram a sua Primeira Comunhão, o bispo do Algarve explicou que a Eucaristia é “dom”, “mistério” e “lição”. “É o dom maior que Jesus nos deixou porque se deixou a si mesmo. É um mistério de fé porque não sabemos explicá-lo, mas acreditamos que Jesus está presente”, explicou, acrescentando que “comungar e participar na Eucaristia é levar esta lição de amor, de serviço, de doação e de entrega”, a viver a vida “de maneira coerente, com verdade”.

 

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“Se acolhermos, se acreditarmos e se nos alimentarmos de Jesus na Eucaristia, participando na nossa comunidade, pelo menos aos domingos, temos a certeza que não nos sentimos sozinhos, que Jesus está mesmo sempre connosco e encontramos na Eucaristia caminho para tantas respostas que não conseguimos encontrar na nossa vida, tantas situações difíceis”, acrescentou.

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“Jesus veio e quis ficar para sempre connosco, não apenas para ser contemplado, para acreditarmos que Ele está presente ou para lhe dirigirmos os nossos pedidos, mas para ser nosso alimento, para que nos alimentemos d’Ele. «Eu sou o pão da vida», disse Ele. «Quem comer deste pão viverá para sempre», terá uma vida também depois desta. É isso que Ele quis dizer”, prosseguiu.

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D. Manuel Quintas manifestou assim a “alegria tripla”, não só por esse “dom por excelência” de “Jesus ter querido ficar na Eucaristia”, mas também por aqueles que ontem comungaram pela primeira vez e pelos adultos que também este ano fizeram a sua iniciação cristã.

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“Uma alegria muito grande que partilhais, que enche o vosso coração, bem como o dos vossos familiares, dos vossos catequistas, dos vossos párocos e também do vosso bispo”, afirmou, lembrando que este ano “cerca de 60 adultos” receberam na Páscoa o Batismo, o Crisma e quiseram comungar pela primeira vez. “Por, isso imaginais a alegria deles. Ainda no domingo passado, daqueles que eu crismei, três adultos fizeram a Primeira Comunhão. É uma alegria muito grande que enchia o coração destes nossos irmãos mais velhos, mas enche o coração de todos nós”, declarou.

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Por fim, o responsável católico manifestou a sua “alegria” pela procissão acabada de realizar. “Esta é uma maneira de professarmos a nossa fé publicamente em Jesus na Eucaristia a todos aqueles que ficaram surpreendidos. Tanta gente ficou surpreendida ao cruzar-se connosco… Eu até fiquei impressionado com uma família, que, parecendo não ser algarvia, estava ali no passeio e se ajoelhou em sinal de fé, de adoração e de reconhecimento enquanto passou Jesus na Eucaristia”, referiu.

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Antes daquela procissão, decorreu durante a tarde a adoração eucarística por grupos, a oração de vésperas presidida por D. Manuel Quintas e a adoração com as crianças que ofereceram corações construídos no âmbito de uma catequese preparatória para o sacramento da Reconciliação, recebido antes do da Primeira Comunhão.

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A solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo celebra-se, normalmente, 60 dias depois da Páscoa, na quinta-feira a seguir ao primeiro domingo depois do Pentecostes.

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