A Igreja Católica celebrou na passada sexta-feira, 26 de junho, a memória litúrgica de São Josemaria Escrivá e o Opus Dei a solenidade do seu fundador.

Na Eucaristia que no Algarve assinalou na manhã do passado sábado, 27 de junho, aquela festividade, o padre Pedro Manuel, que presidiu à mesma na capela do Imaculado Coração de Maria em Faro, destacou a dimensão fundamental do espírito da Obra é a “santificação do trabalho”. “Poderíamos dizer que da santificação do trabalho passamos conscientemente a este desejo tão profundo de nos reconhecermos e sabermos filhos de Deus. E esta filiação divina acontece também na escuta do chamamento que o Senhor a todos dirige”, afirmou.
Com base no episódio do Evangelho em que Jesus está junto ao mar e diz a Pedro «Faz-te ao largo», o sacerdote lembrou que o Papa São João Paulo II encontrou naquela passagem, no dia da canonização de São Josemaria Escrivá, “uma forma muito bonita de deixar expresso o sentido da vida da Obra”. “«Faz-te ao largo» transmitiu São Josemaria a toda a sua família espiritual para que oferecesse à Igreja uma válida contribuição de comunhão e de serviço apostólico. Poderíamos hoje dizer que também a nós Jesus continua a pedir: «Avança para águas mais profundas e lança as redes para a pesca»”, prosseguiu o sacerdote.

O padre Pedro Manuel acrescentou que “para que tudo isto aconteça é necessário o crescimento interior alimentado pela oração”. “São Josemaria foi verdadeiramente um mestre no exercício da oração que ele considerava como uma arma extraordinária para redimir o mundo. O Papa Leão XIV tem-nos falado tanto do desarmamento. Pois bem, este é o armamento do amor. Que sejamos capazes de encontrar em Nossa Senhora esta arma da esperança que, sendo uma opção diária de fé, é para cada um de nós também o melhor caminho para viver sempre na presença de Deus e especialmente para fazermos da sua presença uma opção de fundo pelo nosso apostolado”, desejou na Eucaristia, que contou com o habitual retrato do santo fundador do Opus Dei, aos pés do qual foi depositado um ramo com 51 rosas, evocando os 51 anos do seu falecimento.
O sacerdote lembrou que “São Josemaria dizia pouco antes de morrer que a sua missão terminaria quando todos os seus filhos chegasse ao céu e alcançassem a salvação”. “Percebemos então que a sua missão nunca terminará porque somos todos seres a caminho e pelo nosso testemunho havemos, também nós, de trilhar aquele caminho que nos ajuda a chegar até à presença de Deus: o trabalho, a filiação divina, a escuta do chamamento e o desejo do céu. Se formos capazes de nos decidirmos em fazer metade, então já estaremos a fazer bastante”, concluiu na celebração que também teve presente o beato Álvaro del Portillo, D. Javier Echevarría e a beata Guadalupe Ortiz de Landázuri, todos membros já falecidos do Opus Dei.

O Opus Dei foi criado pelo sacerdote espanhol em 1928 com a finalidade de colaborar na missão evangelizadora da Igreja e na difusão da visão cristã no mundo. Josemaria Escrivá de Balaguer nasceu em 1902 e faleceu em 1975, tendo sido canonizado pelo Papa São João Paulo II a 6 de outubro de 2002.
O Opus Dei é uma prelatura pessoal da Igreja Católica – figura pastoral prevista no Concílio Vaticano II – que “sensibiliza” os cristãos para a importância religiosa da “vida corrente do dia-a-dia, na família e no trabalho”, e oferece uma proposta formativa, teológica, espiritual e apostólica, que passa por retiros, aulas de formação, círculos sobre temas de vida cristã, e acompanhamento espiritual pessoal.










