O Conselho Presbiteral da Diocese do Algarve, que reuniu em Faro, no Seminário de São José, no passado dia 02 deste mês, “continuou a reflexão sobre a eventual instituição de ministérios laicais na Diocese, analisando critérios de perfil, formação, estabilidade e denominação”.
Segundo memorando enviado ao Folha do Domingo, “foi reconhecida a utilidade pastoral do trabalho realizado até agora, decidindo-se que o documento elaborado seja entregue ao futuro Bispo Diocesano para discernimento e eventual aprovação”.
A Conferência Episcopal Portuguesa publicou, em junho de 2022, o documento “Ministérios laicais para uma Igreja ministerial” sobre a instituição de alguns “ministérios importantes”, particularmente o de leitor, acólito e catequista, e a Diocese do Algarve realizou em 2024 a sua Jornada de Pastoral Litúrgica sob o tema “Os ministérios numa Igreja sinodal”.
Na formação, levada a cabo através do Departamento Diocesano da Pastoral Litúrgica, o diretor daquele organismo acrescentou serem “ministérios que se pretendem instituir com uma organização própria” e que “a Diocese [do Algarve] está também a refletir nesse assunto”. O cónego Carlos de Aquino acrescentou na altura que acrescentou que “nem todos os leitores, acólitos e catequistas vão ser instituídos”.
O Conselho Presbiteral, segundo o Código de Direito Canónico, é uma espécie de senado do bispo que representa o presbitério, com a missão de auxiliar no governo da diocese. O organismo é constituído por membros “natos”, como o vigário-geral e outros vigários para diversas áreas pastorais; membros eleitos das vigararias (conjuntos de paróquias); e membros nomeados pelo bispo.










