O agora administrador apostólico da Diocese do Algarve agradeceu no passado domingo, 12 de julho, pelos 50 anos do Carmelo de Nossa Senhora Rainha do Mundo na diocese.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo
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“Damos graças a Deus, de modo particular, por todo o bem recebido pela nossa diocese ao longo destes 50 anos: bispos, sacerdotes, seminaristas, famílias, leigos em geral, todos enriquecidos pelo testemunho e oração e de uma vida totalmente consagrada a Deus, marcada pela espiritualidade carmelita”, afirmou D. Manuel Quintas na Eucaristia a que presidiu, ainda como bispo do Algarve, na capela do Mosteiro de Nossa Senhora Rainha do Mundo, no Patacão, concelho de Faro, na véspera da celebração dos 50 anos que se completaram ontem.

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D. Manuel Quintas referiu-se mesmo ao “dom inestimável” que aquela comunidade constituiu para a Igreja diocesana ao longo destes 50 anos “e há de continuar a constituir”. “A celebração deste Ano Jubilar, que agora finda, permitiu-nos vivermos mais unidos a esta comunidade no louvor a Deus e à Santíssima Virgem Maria, Rainha do Carmelo e Rainha do Mundo, à qual este nosso Carmelo está dedicado”, disse ainda, referindo-se ao ano de celebração daquelas bodas de ouro que ontem terminou.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo
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Aquele responsável católico manifestou ainda o “louvor pela vida e pelo testemunho de todas as irmãs que constituíram e que constituem hoje” aquela comunidade. “Não esquecemos igualmente todos os benfeitores, vivos e defuntos, que desde a primeira hora apoiaram e que continuam a apoiar a realização da sua vocação e da missão deste nosso Carmelo”, acrescentou.

O administrador apostólico da diocese lembrou ainda que, embora todos os jubileus tenham um fim, “os seus apelos continuam”. Nesse sentido, e querendo partilhar os que este deixará, disse que o primeiro será “aprender a crescer em fraternidade e em comunhão” com as irmãs Carmelitas Descalças “pela intensificação da oração contemplativa com reflexo na vida quotidiana”. “Queremos aprender com esta comunidade do Carmelo a rezar mais e, sobretudo, a rezar melhor e com maior fidelidade. Passar da oração individual à oração familiar e à oração comunitária eclesial”, concretizou.

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D. Manuel Quintas afirmou ainda que “a celebração de um Jubileu tem habitualmente associado um triplo apelo: olhar o passado com gratidão; viver o presente com entusiasmo, com paixão; e abraçar o futuro sempre com ousadia e audácia próprias de quem se deixa conduzir pelo Espírito Santo, de quem se dispõe a discernir, a entender os sonhos de Deus e a assumi-los como sonhos seus”.

“Neste dia que nos é dado celebrar com as nossas irmãs do Carmelo, em Jubileu dos 50 anos da sua presença na nossa diocese. Aprendamos a rezar com elas e como elas; acolhamos a Virgem Maria como modelo de discernimento e de realização do sonho de Deus para nós. Que esta celebração seja acima de tudo de louvor por todas as maravilhas que Deus realiza na Igreja e em cada um de nós, seus filhos, e no mundo através de nós”, concluiu na celebração concelebrada pelo provincial da Ordem dos Carmelitas Descalços em Portugal.

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O padre Vasco da Costa realçou os “50 anos de vida contemplativa, de oração incessante, de fidelidade ao carisma carmelitano e de serviço silencioso à Igreja e ao mundo” daquelas religiosas. “Neste Jubileu, damos graças a Deus por todas as irmãs que, ao longo destas cinco décadas, fizeram deste mosteiro uma casa de oração e um sinal vivo da presença de Deus no coração da Igreja. Confiamos ao Senhor o passado, o presente e o futuro desta comunidade, pedindo a intercessão da Virgem Maria, Rainha do Mundo, e dos santos do Carmelo”, afirmou, realçando os “dons recebidos ao longo destes 50 anos”.

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A celebração, que contou com os cânticos do Coro da Sé de Faro, foi ainda concelebrada pelo capelão daquele Carmelo, o padre António Moitinho, pelo cónego Carlos de Aquino e pelos padres António Rocha, Bruno Valente, José Henriques e Pedro Regojo e contou com o serviço do diácono João Chaves. Foi também participada por representantes da Ordem Terceira Ordem Terceira de Nossa Senhora do Carmo, carmelitas seculares e por representantes de vários outros institutos e congregações religiosas e por outras pessoas de toda a diocese e também de fora dela. Estiveram ainda presentes os presidentes da Câmara e da Assembleia Municipal de Faro, António Miguel Pina e José Macário Correia, e uma representação do Moto Clube de Faro.

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A Eucaristia ficou também marcada pela leitura da mensagem e bênção apostólica do Papa que se quis unir “espiritualmente à ação de graças das Irmãs e dirigir-lhes uma palavra de encorajamento, para prosseguirem rumo à perfeição da caridade no anúncio do Senhor Ressuscitado, difundindo a esperança do Reino e rezando pela unidade da Igreja”. “A singular vocação que marca o quotidiano de todas passa por ajudar, com testemunho alegre e sereno, os homens do nosso tempo a rezar, tal como outrora fez Santa Teresa, mestra na oração”, acrescentou Leão XIV.

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A madre do Carmelo algarvio agradeceu a todos pela presença e “por tudo” o que têm recebido nestes 50 anos. “Confiamos à misericórdia do Senhor as nossas irmãs fundadoras, os nossos amigos benfeitores e todos os que estiveram connosco e que já se encontram na casa do Pai e de lá agora nos acompanham. Peço-vos que rezeis por nós. Nós também todos os dias vos acompanhamos com a nossa oração, confiando ao Senhor as vossas necessidades. Deus vos abençoe. Bem hajam por tudo. Obrigada”, afirmou a irmã Maria de Lurdes.

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À Eucaristia seguiu-se um lanche, durante o qual foi partido o bolo.