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É Vidal Fitas quem o diz: “O que pretendemos é que a equipa seja competitiva como habituou as pessoas a ser nos últimos anos”. A mais forte, portanto? “Exatamente”.

De acordo com o diretor desportivo da Carmin-Prio-Tavira, a partir do momento em que conseguiram manter a maioria do plantel e reforçar-se com ciclistas que “ faziam falta para a deixar mais equilibrada” a formação mais antiga do pelotão português, os objetivos tornaram-se “semelhantes” aos das últimas temporadas.

E eles passam pela luta pela vitória na Volta a Portugal, que seria a quinta consecutiva, e em todas as competições em que o coletivo de 13 ciclistas entrar.

A equipa de Tavira é mesmo uma exceção no pelotão; enquanto as outras três formações encolheram ou mantiveram o número de ciclistas, esta aumentou: entraram Amaro Antunes, Valter Pereira e Alejandro Marque, saiu “apenas” André Cardoso.

O segundo classificado da Volta a Portugal de 2011, um dos mais batalhadores dos representantes lusos, partiu para a espanhola Caja Rural, mas Vidal Fitas não acredita que a sua falta seja notada em demasia.

“A ausência dos bons ciclistas nota-se sempre, contudo, penso que as contratações que fizemos – acabámos por conseguir contratar ciclistas com iguais caraterísticas e também com qualidade – fazem-nos perspetivar que a equipa mantem o equilíbrio. É evidente que o André é um ciclista já formado, com alguma experiência, e os ciclistas que contratámos são novos e imaturos”, reconheceu.

Com a partida de Cardoso, o líder natural ou, nas palavras de Vidal Fitas, “a referência máxima da equipa” será Ricardo Mestre, que levou para Tavira o último triunfo na Volta a Portugal.

E David Blanco, o quádruplo vencedor da maior prova do calendário nacional? “Essa é uma questão que não passa por mim, não posso dizer se é uma carta fora do baralho, se é uma possibilidade, isso tem a ver com o aspeto económico e dessa parte não sou eu que faço a gestão. Aquele plantel com que conto para a época é este que tenho agora”.

Mesmo com um plantel de peso, o maior do panorama nacional, o diretor da Carmin-Prio-Tavira aponta a crise como um problema que se tem vindo a repetir nas últimas temporadas e que tornará a sê-lo na época que arranca domingo, com a Prova de Abertura, disputada em Loulé.

“É um facto que se tem feito sentir a falta de sponsors e de um orçamento que nos possibilite ter aquilo que nós desejávamos ter, porque é necessário sempre mais meios, trabalhar mais para estar ao nível do ano anterior”, explicou à Lusa.

Lusa

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