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O novo treinador do Farense, que ontem se estreou com um empate na receção ao Santa Clara (1-1), disse que o seu primeiro objetivo passa por devolver a confiança à equipa, penúltima na I Liga de futebol.

“O meu grande objetivo imediato é devolver a confiança à equipa. Sei que não é fácil, a confiança vem com os resultados, mas temos qualidade. Temos jogadores, estrutura e belíssimas condições de trabalho e estou convencidíssimo de que, no final, a nossa classificação será completamente diferente da atual”, disse Jorge Costa.

Falando na conferência de imprensa após a partida da 17.ª jornada da I Liga, o técnico, que saiu dos romenos do Gaz Metan para suceder a Sérgio Vieira, afirmou-se surpreendido com o lugar dos algarvios na tabela.

“Não irei falar do passado. Tenho a minha ideia, acompanhei o campeonato português e não me surpreendeu a forma como o Farense jogou [hoje], surpreende-me o lugar que o Farense ocupa na tabela. Temos jogadores e qualidade para fazer um campeonato mais tranquilo”, garantiu.

O técnico português frisou que quer “mudar a cabeça dos jogadores” e que confirmou as suas certezas prévias com o rumo da partida.

“Se eu já tinha certezas, hoje confirmei-as, porque fizemos uma primeira parte boa. Ao intervalo, há o ‘desligar’, esses 15 minutos fizeram mal e os jogadores começaram a pensar na importância dos três pontos e perderam confiança. Depois do empate, voltámos a ser melhores”, ressalvou.

Jorge Costa salientou que o desejo de regressar a Portugal, onde vivem os pais já com idade “muito avançada” num momento grave da pandemia de covid-19, foi mais forte.

“Isto toca-me muito, porque quero estar perto dos meus. Não é uma fase fácil, os meus pais estão com idade muito avançada e não consigo estar distante. Tive três convites [de clubes estrangeiros] muito agradáveis, que não aceitei, e quando me ligaram do Farense não pensei duas vezes”, afirmou.

Para o técnico, trata-se da “oportunidade de servir um clube histórico e voltar a uma região” em que já foi muito feliz e espera “voltar a ser” – em 2009, subiu o Olhanense ao escalão principal depois de 34 anos de ausência.

Sobre o mercado de inverno – o Farense só contratou o lateral-direito Tomás Tavares e o central André Pinto -, Jorge Costa disse que o seu foco passa por recuperar os jogadores lesionados.

“O meu foco é recuperar jogadores para ter mais opções e assim começar a dormir mal, por ter muitas opções. Temos opções suficientes e mais do que válidas para poder encarar os jogos”, concluiu.

O Farense ocupa, provisoriamente, o 17.º lugar, com 13 pontos, os mesmos do Gil Vicente, 18.º e último, mas tem um jogo em atraso.

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