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Desde os tempos mais remotos que o fenómeno da mendicidade é constante.

Em Portugal, também sempre existiu mas, actualmente, tornou-se uma nódoa enorme a conspurcar a nossa sociedade, sobretudo nos grandes meios populacionais.

De toda essa multidão de pedintes destacam-se os imigrantes de leste organizados em espécie de empresas ou melhor, vitimas talvez de organizações que os exploraram.

Há até grupos que os transportam logo de manhã colocando-os em lugares estratégicos de ruas de maior movimento, e à tarde são recolhidos em carrinha própria para o local onde todos pernoitam para, no dia seguinte iniciarem, de novo, a faina chorada da pedincha que, estamos em crer, vai quase na totalidade para os bolsos dos que dirigem e exploram este reprovável "negócio".

Há ainda outros não organizados mas que, recorrendo aos mais variados expedientes, procuram captar a generosidade e a compaixão dos transeuntes, exibindo feridas e outras mazelas de modo a impressionarem as pessoas…

Encontramos também jovens barbudos e sujos com um ou dois cães ao lado importunando, desagradavelmente quem passa, sobretudo senhoras.

Noutros pontos surgem-nos quer ajoelhados no pavimento, quer ostentando comoventes cartazes, alguns até escritos a computador…

Infelizmente, é às portas das igrejas que surgem legiões de pedintes crónicos, cuja verdadeira necessidade se desconhece e as autoridades responsáveis não investigam para uma solução digna.

Pois, não podemos esquecer que, muitas vezes, é falsa a carência dos que escolheram como modo de vida a pedinchice…

Com mais ou menos frequência somos assediados por gente que conta romances comoventes e cenários enganadores, usando crianças para conseguirem explorar gente de boa fé. E por detrás destes cenários emocionantes, tem sido descoberta alguma abundância escondida.

Como seria bom e justo podermos remediar o fenómeno da mendicidade, ajudando a sair dela todos os que fazem dela um modo de vida, discernindo os autênticos necessitados e reprimindo quem por vigarice se aproveita da compaixão das pessoas de bom coração!…

Joaquim Mendes Marques

O autor deste artigo não o escreveu ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

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