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Diz-se por aí, e até da boca de alguns cristãos, que a oração já está fora de moda.

Até a Eucaristia, tida como a principal oração do Povo de Deus é constituída, muitas vezes, mais por uma presença amorfa do que por uma presença comunitária ou então com muito ruído e pouca substância e também por uma turbulência pálmica que leva a assembleia, por tudo e por nada, a irromper em palmas como se a celebração fosse um espectáculo e os seus intervenientes artistas…

Que pena ter-se esquecido, em muitas assembleias, que a Eucaristia é, de facto, festa mas não festival…

Provavelmente, foi devido a exageros e a situações que o famosíssimo escritor católico Jean Guitton escreveu, cremos, com certo exagero, o seguinte: «Antes do Concílio era a Missa… agora temos a impressão de que é a tradução dum serviço protestante» «… agora, praticamente a Eucaristia (em muitos templos) já não tem o carácter sagrado, sério e divino que tinha dantes».

E Jean Guitton vai mais longe e formula a seguinte questão: «pergunto-me, muitas vezes, se os padres que dizem a missa têm a ideia que o que está na Hóstia são o Corpo e o Sangue de Cristo. Sobretudo quando os vemos saírem a correr da igreja como se tivessem terminado o serviço desse dia.

Então as pessoas perguntam-se se os padres acreditam verdadeiramente nisso. Se os padres não acreditam, porque acreditariam elas?»

Por sua vez, Jean Lafrance na sua obra: «O Poder da Oração» referindo-se à palavra de S. Pedro quando diz: «quanto a nós, entregar-nos-emos assiduamente à oração e ao serviço da Palavra», comenta: «o padre deve ser assíduo à oração e ao ministério da Palavra. É o homem de Deus é o homem que reza… oração assídua e perseverante».

Mas não pode ser só homem de oração como também deve procurar exercitar os fieis à oração não só comunitária como pessoal, levando-os ao diálogo com o Senhor em íntimo convívio.

Quanto há ainda que fazer e que aprender neste campo da oração!…

Voltando, porém à Eucaristia, a oração por excelência, será convincente recordar as recomendações dos Papas sobre o máximo respeito e cumprimento das normas que regem as celebrações eucarísticas, aliás, como pede e afirma textualmente o Pontífice reinante: «Que a Missa seja decorosamente celebrada, segundo as normas estabelecidas, procurando testemunhar a presença real de Cristo com o tom da voz, os gestos, os movimentos, com todo o conjunto do comportamento».

Tais normas sublinham «o relevo que deve ser dado aos momentos de silêncio, seja na celebração, seja na adoração eucarística, pelo que é necessário que o modo de tratar a Eucaristia, por parte dos ministros e dos fieis, seja marcado por um profundo respeito».

Enfim, a vida cristã deve ser vida de oração constante, em todas as circunstâncias quer adversas, quer favoráveis…

O cristão só o é de facto se privar com Cristo na Palavra e no Pão, na Eucaristia e na Oração, aliás, de todas as actividades a oração é a mais excelente.

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