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Definem os bons manuais que a educação é a acção tendente à formação integral da pessoa humana para a sua plena realização no bom uso da liberdade e na contribuição generosa para o bem da sociedade…

Tratando-se, pois, da formação integral da pessoa humana facilmente se depreende que sendo a natureza humana corporal e espiritual, a educação é uma acção complexa, pois, deve atender às dimensões física, afectiva, intelectual, moral, social, espiritual e religiosa da pessoa.

Infelizmente, entre nós, a dimensão religiosa na educação ministrada nos estabelecimentos públicos e não só, está relegada para um lugar muito secundário… E o pior é quando também a família se desinteressa completamente pela educação religiosa de seus filhos, limitando-se apenas a incutir-lhes a procura e a realidade da felicidade meramente temporal como fim único da vida…

Neste ambiente, uma criança sem religião é uma «criança problema» voltada sobre si mesma, as suas coisas, o seu egoísmo. Por isso, sem qualquer preocupação de ordem transcendente, o seu horizonte não pode ir além do imediato, do finito, do provisório, pois, a verdadeira felicidade que é a felicidade eterna radica em Deus e no seu amor infinito para o qual o homem foi criado.

Bem sabemos que a natureza das coisas muda conforme se olham à luz de Deus ou à luz do materialismo.

Neste contexto relembro a frase de um personagem do grande e famoso escritor russo Dostoiewski: «Se Deus não existe, tudo é permitido».

De facto, só Deus é um único Ser verdadeiramente superior que pode colocar exigências ao homem. Fora d’Ele tudo se torna exequível desde o aborto até aos pecados e crimes mais execrandos!…

Neste sentido, até o próprio descrente Jean Paul Sartre reconheceu: “Tudo é permitido se Deus não existe e, por conseguinte, o homem vê-se abandonado porque não encontrou nele, nem fora dele, onde se vincular”.

Certamente, se Deus não existe não há absoluto, nem princípios absolutos, nem direitos absolutos, tudo é relativo, o bem e o mal não passam de palavras ocas…

Pelo contrário, quem tem fé, isto é, quem adere a Deus encontra explicação e força para viver e seguir em frente apesar de todas as vicissitudes e sofrimentos da vida… por isso estamos a ver quão importante se torna o elemento religioso na obra educativa da pessoa humana.

Tanto mais que a «contra-educação» é um facto que continuamente se exerce e se difunde através de certos meios da comunicação social, muitas vezes de um modo muito subtil, à base de indirectas insinuações, pequenas ironias aparentemente inofensivas, mas que destroem a fé em Deus.

Daí a necessidade de todos os responsáveis educativos, mormente os que têm por missão expressa a educação moral e religiosa estarem atentos para poderem reagir sempre contra todos os ataques corrosivos…

Joaquim Mendes Marques

O autor deste artigo não o escreveu ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

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