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A Terra de Jesus foi o destino de uma peregrinação/viagem promocional que uma agência de viagens promoveu e ofereceu no início deste ano 2010 a um grupo de padres da diocese do Algarve e do patriarcado de Lisboa.

Um programa ambicioso que nos fez passar de Tel-Aviv a Nazaré, de Tiberíades a Jerusalém passando por Belém entre outros significativos destinos em apenas quatro dias.

A imaginação dos espaços e dos passos do Senhor deu lugar ao acontecimento e à experiência do seguimento das "pegadas do Senhor" "in loco". A maior parte dos nossos cristãos ouve falar de locais, de espaços, de acontecimentos… nós tivemos a graça de experimentar em quatro dias os caminhos por onde Jesus caminhou, as paisagens que Ele olhou e os locais onde o Mestre rezou e ensinou a rezar.

Nunca mais leremos o episódio das Bodas de Caná e com ele, o primeiro sinal do Senhor (por exemplo) sem viajar mentalmente a Caná e sem visualizar a talha de água que lá está em exposição, ou ainda, em dia de sexta-feira santa o nosso coração e a memória tocarão as pedras onde a tradição nos diz que o corpo do Senhor repousou e foi preparado para o túmulo.

A grande riqueza que a ida à Terra Santa constitui, para quem lá vai, é justamente o facto de poder tocar o Evangelho com os pés e as mãos, experimentando com a nossa vida aquilo que o Senhor experimentou com a Sua. Aqui a Palavra fez-se carne, estamos na sequela dessa Revelação e somos, de facto, testemunhas disso.

Na terra de Jesus, tocamos aquilo que d’O Mistério é possível tocar… Rezamos/celebramos no espaço em que Jesus Se manifestou, rezou e a História aconteceu… Percebemos que o Senhor do Universo Se fez acontecimento na historicidade da vida de um povo.

Uma das grandes riquezas desta peregrinação foi o facto de estarmos em conjunto nove padres o que verdadeiramente elevou o espírito de oração, de partilha e de intensidade diante de cada nova paragem.

O deslumbramento de quem percebe que Jesus rezou aqui, comeu aqui, caminhou neste mar, foi Homem aqui, dá lugar a uma afirmação de felicidade, porque descobrimos a nossa origem enquanto nova Jerusalém enquanto Igreja. Nas margens deste lago o Senhor nos chamou, no silêncio desta pedra tumular, o Senhor Ressuscitou e nós… somos testemunhas privilegiadas destes factos.

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

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