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Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

A água armazenada nas barragens algarvias é suficiente para o consumo humano na região até ao final do ano e não há “zonas críticas” no Algarve a nível de abastecimento, disse ontem à Lusa a porta-voz da Águas do Algarve.

Segundo Teresa Fernandes, são necessários 72 milhões de metros cúbicos para abastecer de água a região do Algarve durante um ano e é esse valor que está atualmente nas barragens de Odeleite, Beliche e Odelouca, sendo que esta última serve apenas para abastecimento humano.

No entanto, é necessário ter em conta a água utilizada pela agricultura, que utiliza também duas dos três barragens algarvias.

A porta-voz da empresa responsável pela gestão do sistema municipal do abastecimento de água nos 16 municípios da região indicou que não existem “zonas críticas” de abastecimento às populações, já que a estação elevatória reversível de Loulé permite a “transferência de água de barlavento para sotavento e vice-versa”.

No que toca às zonas com “falta de água”, como é o caso do concelho de Castro Marim, onde a autarquia está a levar água a cerca de 30 povoações em autotanques, Teresa Fernandes referiu que se trata de localidades ainda sem ligação à rede, já que a empresa fornece os municípios e estes, por sua vez, “abastecem as populações”.

A Águas do Algarve faz a gestão da água das barragens, mas também do aquífero Querença – Silves (águas subterrâneas), o principal da região, ao qual já “têm recorrido” numa gestão integrada de todas as fontes, para que “não se esgote nenhuma das origens”, frisou.

A entrada na chamada época das chuvas, com um novo ciclo hidrológico, traz a expectativa de uma reforço da águas nas barragens, embora não haja ainda necessidade “de um racionamento”.

Contudo, advertiu a responsável, é necessário sensibilizar as populações para a necessidade da poupança de água e, acima de tudo, para o “combate aos desperdício”.

A empresa responsável pelo abastecimento de água no Algarve irá manter uma monitorização do aquífero e do nível das barragens, estabelecendo uma “ligação direta e diária” com a Águas de Portugal.

Vai também manter ativa uma campanha lançado no verão para contribuir para a consciência coletiva de uma situação que, “não sendo alarmante”, deve ser encarada como alguma atenção, concluiu.

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