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O presidente da Comunidade Intermunicipal do Algarve (AMAL) e presidente da Câmara de Faro adiantou que a nova administração da Águas do Algarve, que integra Isabel Soares, foi designada “por unanimidade” dos presidentes das 16 câmaras da região.

O autarca considerou que a participação de Isabel Soares na administração da Águas do Algarve pode ser uma “mais-valia” na relação entre a empresa e os municípios da região.

“A empresa tem uma relação fortíssima com os municípios, porque o seu objeto principal é tratar do fornecimento de água e do tratamento de esgotos aos municípios do Algarve. E sendo uma pessoa que vem de uma câmara municipal, onde prestou serviço durante muitos anos, traz uma experiência e um conhecimento da realidade que é importante e que pode ser vista com uma mais-valia na relação com os municípios”, afirmou o presidente da AMAL.

Macário Correia frisou que a reunião de ontem contou, pela primeira vez, com a participação de dois novos presidentes de câmara, nomeadamente José Carlos Rolo (Albufeira) e Rogério Pinto (Silves).

Macário Correia acrescentou que José Carlos Rolo, até aqui vice-presidente da Câmara de Albufeira, substituiu Desidério Silva na presidência do município, depois de o autarca ter sido eleito para presidir à Entidade Regional de Turismo do Algarve (ERTA), cargo do qual tomou posse na sexta-feira.

Rogério Pinto substituiu Isabel Soares na presidência da Câmara de Silves, devido à passagem da autarca para administradora delegada da Águas do Algarve.

A AMAL também tomou ontem posição sobre a situação social do Algarve, que os autarcas da região dizem estar “a agravar-se cada vez mais, quando comparada com o resto do país”.

A taxa de desemprego de 17,5 por cento, quando no resto do país é de 15 por cento, o aumento do número de pedidos de ajuda alimentar, com 16 mil pessoas apoiadas pelo Banco Alimentar este ano (mais 1500 do que em igual período do ano passado), o aumento das solicitações às redes sociais dos municípios e sua menor capacidade de resposta, em função da lei dos compromissos, são alguns dos indicadores que demonstram esse agravamento, segundo a AMAL.

Dadas as crescentes dificuldades económicas e sociais, os presidentes de câmara ponderam passar a cobrar uma taxa sobre as dormidas na região, cuja receita serviria para fins sociais e apoio à população carenciada”, e vão pedir ao Governo a “adoção urgente de um conjunto de medidas que atentem à especificidade do Algarve”.

Entre essas medidas, estão a conclusão da requalificação da Estrada Nacional 125, medidas de estímulo ao empreendedorismo, a retoma do Programa de Alargamento da Rede de Equipamentos Sociais (PARES) ou linhas de financiamento, no quadro do Banco Europeu de Investimento, para alavancar o investimento público local.

Lusa

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