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“Não há dúvidas da vitória do Partido Social Democrata, que conquista mais um deputado, e da derrota do PS, que perde um, mas eu acho que o facto de estarem representadas as cinco forças políticas é positivo para o Algarve, porque há 20 anos que isso não acontecia”, declarou João Guerreiro, reitor da Universidade do Algarve.

“O espetro político do Algarve passou a estar totalmente representado na Assembleia da República, com a eleição de um deputado da CDU, que ainda por cima é um professor da universidade”, acrescentou o reitor.

O PSD ganhou as eleições legislativas no Algarve elegendo quatro deputados, o PS desce de três deputados eleitos em 2009 para apenas dois, a CDU elege um deputado, tal como o CDS e o BE

O PSD obteve 37,03 por cento da votação no Algarve, conseguindo 74.491 dos votos nas 84 freguesias. Os quatro deputados sociais-democratas que vão ter assento parlamentar são: Mendes Bota, Pedro Roque, Elsa Cordeiro e Cristóvão Norte.

Com este resultado, o PSD passa a ser a primeira força política da região, enquanto que o PS perde mais de 20 mil votos em relação a 2009 e desce de três deputados para apenas dois, elegendo apenas João Soares e Miguel Freitas.

O PS tinha obtido, em 2009, 31,86 por cento dos votos (64.271 votos), e em 2011 obteve 22,95 por cento (46.174 votos).

A CDU, que elege Paulo Sá, obteve hoje 8,57 por cento da votação nas 84 freguesias, ou seja, 17.233 votos, enquanto que em 2009 tinha conseguido 7,75 – 15.638 votos.

O facto de Faro eleger nove deputados e não oito, como aconteceu em 2009, veio beneficiar a CDU, mas também o Bloco de Esquerda, que apesar de ser o grande perdedor nas legislativas em Faro conseguiu ainda eleger um deputado.

O Bloco de Esquerda (BE), que foi a terceira força política nas eleições de 2009, não perdeu o único deputado algarvio que havia conseguido eleger, mas passou a ser a quinta força política da região.

A terceira força política no Algarve nestas legislativas foi o CDS, que voltou a eleger um deputado à semelhança de 2009.

Lusa

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