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Este ano, a prova organizada pelo Automóvel Club de Portugal e que conta com o apoio de diversas entidades, entre as quais as câmaras municipais de Loulé, Faro, S. Brás de Alportel, Silves, Almodôvar e Ourique, será pontuável para cinco campeonatos: WRC (Absoluto – Marcas e Pilotos), SWRC (para viaturas S2000), JWRC (Júnior), Campeonato de Portugal de Ralis e Ford Fiesta Sporting International Trophy. O Estádio Algarve volta a ser o quartel-general do Rally e também o recinto que receberá dois dos momentos mais emotivos –as super especiais. No total, a prova conta com três etapas, num percurso total de 1223,07km, divididos em 18 classificativas (16 troços e 2 super especiais). Logo a abrir a competição, no dia 27, quinta-feira, há uma novidade: a primeira super especial realiza-se ao início da noite, possibilitando que mais pessoas possam assistir a este espectáculo que, simultaneamente, permitirá outros efeitos visuais. Os bilhetes vão estar à venda em exclusivo nos postos de abastecimento da BP. 

Para domingo, dia 30, na terceira e decisiva etapa, há uma dupla passagem por duas classificativas: Felizes, com uma nova versão do antigo troço do Malhão (21,28km); Loulé, a mesma versão da edição passada (22,51km). A primeira etapa sai para a estrada na sexta-feira, dia 28, com uma dupla passagem por três classificativas: Santa Clara, no sentido inverso de 2009 (22,72km); Ourique, numa nova versão mais curta no final (20,21km); Silves, que não terá alterações (21,36km). No sábado, 29 de Maio, disputa-se a segunda etapa, com três classificativas a percorrer por duas vezes: Almodôvar, numa nova versão (26,2km); Vascão, com um novo final (22,8km); S. Brás de Alportel, numa versão idêntica a 2009 (16,12km). Antes da consagração dos vencedores com a entrega dos prémios, realiza-se no Estádio Algarve a segunda super especial. Em suma, a organização manteve a estrutura global da prova semelhante a 2009 mas procurou melhorar alguns aspectos, introduzindo pequenas alterações. 

As questões de segurança dos espectadores continuam a merecer um olhar atento da organização. “O facto de sabermos que a prova desportiva tem sempre uma quota perigosa, não impede que velemos pela segurança”, referiu António Mocho, responsável do ACP. Como tal, a organização vai levar a cabo uma acção de sensibilização de prevenção rodoviária, em colaboração com a Autoridade Portuguesa de Segurança Rodoviária.

Também as matérias ambientais não foram esquecidas pelo ACP e, a título de exemplo, na Ribeira do Vascão, uma das zonas mais sensíveis do percurso, não será permitida a passagem de pessoas.

Para minimizar o impacto em termos locais desta prova, será realizada uma campanha de informação porta-a-porta, dirigida aos habitantes.

Novidades no programa

Importa referir ainda que no programa do Vodafone Rallye de Portugal 2010 há ainda duas novidades. Para homenagear os milhares adeptos da prova que vivem no norte do país, dia 23 de Maio decorre, na emblemática Avenida dos Aliados, o Porto Road Show, em que o espaço junto à Câmara Municipal do Porto será transformado numa verdadeira super especial, numa extensão de 950 metros, que contará com os principais nomes que vão disputar o Vodafone Rally de Portugal.

 Além desta inovação, o ACP promove também a primeira edição do Rally de Portugal Revival, uma prova destinada a carros clássicos, anteriores a 1981. Alguns dos carros que marcaram épocas importantes nos ralis de Portugal vão disputar as duas super especiais, participando também na segunda e terceira etapas entre as duas passagens dos concorrentes participantes no WRC, dando continuidade ao elevado grau de espectacularidade do evento.

60 milhões de euros de retorno financeiro

“Este Rally tem vindo a ganhar destaque no programa anual de iniciativas para o turismo algarvio e para o país e constitui uma bandeira em termos internacionais para a região”, frisou Seruca Emídio, edil de Loulé, durante a apresentação da prova.

Esta ideia foi subscrita pelo representante do ACP, António Mocha, que se reportou ao estudo desenvolvido pela Universidade do Algarve sobre o impacto económico deste evento. “Não só na área da hotelaria e da restauração, mas em todas as áreas económicas, este Rally tem um retorno de 60 milhões de euros, o que é relevante numa situação económica menos favorecida como a que vivemos”, explicou.

Também o responsável do Turismo do Algarve, Nuno Aires, falou deste evento como “um dos mais importantes do calendário turístico” e da “necessidade de ter na região mais eventos-âncora que transportem a marca Algarve além-fronteiras”.

Assim, estão reunidas todas as condições para que durante quatro dias milhares de seguidores desta modalidade venham até ao Algarve e desfrutem das belezas e naturais e dos equipamentos que a região oferece. Uma região que, durante seis anos consecutivos, tem acolhido esta prova, com rasgados elogios por parte de várias publicações da especialidade.

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