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“Vamos disputar o jogo, com todo o respeito pelo adversário, dificílimo. Vamos encontrar um ambiente extremamente hostil. Queremos manter a identidade própria e não desvirtuar a nossa forma de atuar. Vamos para fazer pontos na Luz. Se estivesse aqui a dizer que ia ganhar, estava noutra dimensão”, afirmou o treinador Daúto Faquirá, em conferência de imprensa, num hotel em Oeiras.

O técnico do sexto classificado do campeonato, com os mesmos 12 pontos da sétima, a Académica, destacou o facto de o orçamento das “águias” ser “muito maior”, assim como o “conjunto de grandes jogadores”, que provocam desequilíbrios, dos lisboetas.

“Empatar é um bom resultado. Se ganharmos, é ouro sobre azul. Até podemos dançar com uma mulher mais baixa, sem ser olhos nos olhos, mas se houver o ritmo certo, dança-se à mesma. Queremos ir lá de forma descomplexada e incomodar o Benfica quando for possível”, continuou.

Faquirá considerou que o plantel às ordens do homólogo Jorge Jesus, “comparando com o ano passado, consegue ter maior capacidade de criação e invenção no último terço do terreno e manter a mesma coesão defensiva”, e previu que a “luta pelo campeonato está mais equilibrada e mais nivelada” entre os candidatos.

Por seu lado, o defesa direito João Gonçalves, emprestado pelo Sporting, também manifestou o desejo de “fazer um bom jogo e procurar alcançar pontos”.

“Temos de dar uma imagem sólida, fazer o possível por travá-los, mas também importuná-los. Quase não têm pontos fracos, só pontos fortes”, disse o jogador, de 23 anos, sobre o Benfica.

Roubar pontos aos “encarnados” pode ser bom para o clube ao qual pertence o seu passe: “Se puder ajudar o Sporting… mas principalmente, quero ajudar o Olhanense”, admitiu, referindo-se ao atraso de três pontos dos “leões” face a Benfica e FC Porto.

Lusa
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