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“Nos últimos cinco anos, os cortes no orçamento atingiram os 80 por cento, por isso estamos aqui a trabalhar para fazer um autêntico milagre, pois temos viagens e prémios de presença para pagar aos atletas”, disse à Agência Lusa Paulo Cunha, presidente da Associação de Atletismo do Algarve, responsável pela organização do evento.

O Crosse das Amendoeiras é a mais antiga prova de atletismo realizada no país e conta com a parceria da Federação Portuguesa de Atletismo e os apoios do Instituto do Desporto de Portugal e da Câmara de Albufeira.

No próximo domingo, a partir das 10:00, cerca de 3.000 atletas de todo o Mundo vão disputar um lugar no pódio na pista das Açoteias, em Albufeira.

Paulo Cunha sublinhou que esta prova “é mais do que um corta mato”, uma vez que o programa inclui “o regional escolar e o campeonato nacional de corta mato para deficientes".

Ao longo de 35 edições, a prova, conhecida mundialmente pelo símbolo das “sapatilhas douradas”, atingiu um estatuto único na história do atletismo em Portugal.

Por ali, passaram grandes valores mundiais do corta mato e corredores da “geração de ouro” do atletismo português, como Rosa Mota e Carlos Lopes, que, nos tempos áureos, levaram milhares de espetadores à aldeia das Açoteias.

No entanto, a ausência de atletas portugueses a disputar o crosse nos últimos anos pode explicar alguma quebra no público, admite Paulo Castro, que lamenta que alguns atletas “só participem em provas com elevados prémios monetários”.

A primeira edição do Crosse Internacional das Amendoeiras teve lugar em Vilamoura a 27 de fevereiro de 1977 e, durante quatro anos consecutivos, a competição disputou-se naquela estância turística.

Só a partir de 1981 é que o crosse passou a decorrer na pista das Açoteias, local onde também se disputa este ano.

Lusa

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