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“Acabei por propor ao Nuno Aires uma solução que ele aceitou e que, no fundo, passa por ele voltar a ficar com quase todos os pelouros que tinha”, declarou aos jornalistas o presidente da Região de Turismo do Algarve, António Pina, acrescentando que Nuno Aires irá continuar também a ser o vice-presidente substituto, ao contrário dos outros vice-presidentes daquele órgão.

António Pina adiantou que se recuperou a “confiança mútua” entre ele e Nuno Aires e que se chegou a um bom acordo em honra da “paz” da Entidade Regional do Turismo do Algarve.

Questionado pela Lusa, o presidente cessante, Nuno Aires, disse, por seu turno, que ia retirar “imediatamente” a providência cautelar” apresentada em março no Tribunal de Loulé e que pedia a nulidade do ato de recondução de António Pina para presidente daquela instituição algarvia.

“Independentemente da questão jurídica é importante sobretudo pensar na vida desta casa, na normalidade deste órgão e desta instituição e da urgência em encontrar uma solução”, disse Nuno Aires, acrescentando que irá trabalhar no sentido de melhorar o desempenho do Turismo na região.

Apesar da cessação do conflito, um dos elementos da Assembleia Geral António Goulard, em representação da CGTP, apresentou durante a Assembleia Geral uma "censura moral" a Nuno Aires e António Pina, por o Turismo do Algarve durante 30 dias não se ter concentrado no que é mais importante, ou seja traçar uma "nova estratégia do setor turístico para a região".

António Pina reassumiu o cargo de presidente ERTA a 14 de março, depois de um afastamento de um ano e meio motivado por incompatibilidade legal.

A sua reintegração foi decidida sem votação pelo presidente da Assembleia-Geral, situação que indignou Nuno Aires, que ocupou o cargo durante o período de incompatibilidade.

O presidente cessante, Nuno Aires, apresentou uma providência cautelar no Tribunal de Loulé, pedindo a nulidade do ato de recondução de António Pina para presidente daquela instituição algarvia e a suspensão de eficácia dos atos praticados pelo presidente da Assembleia-Geral, Elidérico Viegas.

O ponto único da reunião extraordinária da assembleia geral do Turismo do Algarve, que decorreu hoje à tarde em Faro, era “deliberar sobre a revogação do mandato do presidente da direção”, mas que ficou sem efeito depois das declarações de António Pina e Nuno Aires.

Lusa
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