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António José Seguro esteve na Novacortiça, empresa de São Brás de Alportel que exporta grande parte da sua produção e fatura 4,5 milhões de euros por ano, e ouviu atentamente as explicações dos responsáveis sobre a laboração da fábrica, onde trabalham cerca de meia centena de pessoas e cuja principal produção são os discos de cortiça utilizados nas rolhas de champanhe.

Tendo como principais destinatários dos seus produtos os mercados espanhol, italiano e francês, esta empresa algarvia é também pioneira na criação de produtos de moda derivados da cortiça, tendo criado para o efeito uma outra área de negócio, numa iniciativa que o líder socialista destacou como exemplo a seguir.

Seguro frisou que tem “insistido muito na necessidade de apoiar as empresas”, porque o principal problema do país “é o desemprego” e “quem cria e preserva emprego são as empresas”.

“Tenho falado desde 2011 na necessidade de haver financiamento às nossas empresas e financiamento adequado, porque não é justo no mercado único as nossas empresas competirem com as empresas alemãs, que se financiam com taxas de juro mais baixas do que as empresas portuguesas”, referiu o secretário-geral socialista.

António José Seguro voltou a dar como exemplos de medidas a adotar a contratação com o Banco Europeu de Investimento de uma linha de crédito de cinco mil milhões de euros para a recapitalização das PME, objetivo que também poderia ser conseguido com a disponibilização de parte da verba de 12 mil milhões de euros prevista no plano de ajustamento financeiro para a recapitalização dos bancos.

“Mas esse dinheiro não está todo a ser aplicado nos bancos e parte dele poderia ser destinado às PME”, considerou.

Seguro deu ainda como exemplo de uma medida de apoio às PME: a existência de incentivos fiscais para quem investe dinheiro próprios na melhoria dos seus negócios, como é o caso da empresa de São Brás de Alportel que hoje visitou.

“Os senhores vão a um banco e pedem um empréstimo. Os juros que pagam vão a custos da empresa, mas se colocarem dinheiro vosso na empresa, os suprimentos, não há nenhum benefício fiscal. E eu defendo que haja benefícios fiscais, porque isso faz com que haja mais dinheiro na economia e menos dependência em relação aos próprios bancos”, afirmou.

Lusa

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