Pub

“A discussão sobre o FMI é uma discussão lateral e Portugal tem tantos problemas, que todos os políticos se devem concentrar naquilo que é essencial”, disse António José Seguro, após participar num encontro organizado pela concelhia do PS de Tavira.

Para o deputado socialista, não faz qualquer sentido falar do FMI, e alega que “este só pode entrar” em Portugal se for através de uma solicitação do Governo português.

“Neste momento, neste cenário, não está a ser equacionado”, sublinhou.

António José Seguro aponta o crescimento económico como forma de “sair da crise”, e aconselha “todos os políticos a concentrarem e contribuírem para ajudar Portugal a crescer economicamente”.

Questionado sobre se a entrada do FMI em Portugal significava que as políticas de austeridade implementadas pelo Governo não tinham sido eficazes, António José Seguro disse não ter "essa visão”.

“Em Portugal há muita gente a trabalhar em cenários”, destacou António José Seguro, acrescentando não ser essa a sua preocupação “num ano em que se pedem tantos sacrifícios aos portugueses”.

“Estou preocupado é que esses sacrifícios sirvam para ajudar Portugal a ser colocado numa rota de crescimento económico, porque é isso que pode gerar mais riqueza e mais emprego”, observou.

Aquele deputado disse ainda que não tem conhecimento de qualquer debate no seio da União Europeia (UE) para que Portugal recorra a ajuda externa afim de equilibrar as contas públicas, e criticou a Alemanha por não colocar na agenda “políticas que contribuam para a resolução de problemas comuns” a vários Estados membros.

“O meu desejo é que a UE tenha uma visão global e políticas globais que façam frente a cenários de crise como aqueles que nos confrontamos desde 2008. Infelizmente não tem sido essa a resposta, e a Alemanha tem responsabilidades acrescidas – veja-se a maneira e modo como reagiu à questão da Grécia”, disse Seguro.

O deputado socialista apelou ainda aos candidatos presidenciais para que “centrem” o debate nos problemas concretos dos portugueses, sobretudo “daqueles que vivem dificuldades como o desemprego e com poucos recursos para enfrentarem o dia-a-dia”.

Folha do Domingo/Lusa
Pub