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Joao_moura_reisO presidente da Administração Regional de Saúde (ARS) do Algarve disse hoje à agência Lusa desconhecer que esteja a ser preparada a dissolução do Centro Hospitalar do Algarve (CHA) e a criação de duas Unidades Locais de Saúde.

“A única coisa que a tutela me pediu neste momento foi para fazer um trabalho sobre os constrangimentos e as soluções em relação à saúde no Algarve”, afirmou João Moura Reis, sublinhando que “nada foi orientado no sentido de dizer que haveria um novo figurino”.

Contactada pela Lusa, fonte do Ministério da Saúde não confirmou a intenção de dissolução do CHA e a sua substituição por duas Unidades Locais de Saúde (ULS), hoje noticiada pelo jornal “Público”, limitando-se a dizer que “está em curso um estudo sobre a reorganização do Serviço Nacional de Saúde” no Algarve.

O presidente da ARS/Algarve adiantou que foi entregue ao ministro da Saúde, no início do mês, um relatório com o levantamento dos principais problemas e possíveis soluções na área dos cuidados de saúde, mas sublinhou não ter tido qualquer orientação no sentido de criação de novas entidades.

“Nada foi orientado no sentido de dizer que haveria um novo figurino em termos de criação de novas entidades ou outro tipo de circunstâncias que não fosse formar-se um novo Conselho [de Administração] para o CHA e manter aquilo que existe”, declarou.

Admitindo que, no futuro, possam vir a ser analisadas “outro tipo de figuras”, João Moura Reis alertou para a necessidade de qualquer reorganização do sistema de saúde no Algarve ter que ser “muito bem planeada e analisada”.

Aquele responsável acrescentou que existe uma “sintonia bastante grande” entre a ARS/Algarve e o Ministério da Saúde no sentido de encontrar soluções para a resolução dos problemas que se têm verificado na prestação de cuidados de saúde na região, bem como apoiar a nova equipa de gestão que será nomeada para o CHA.

A alegada extinção do CHA, criado em 2013 e que agrega os hospitais de Faro, Portimão e Lagos, suscitou uma carta aberta ao ministro da Saúde, redigida por um diretor de serviço do centro hospitalar e publicada nas redes sociais.

Segundo a missiva, assinada por Horácio Guerreiro, a avançar, esta solução “pode satisfazer as estruturas políticas dos partidos governantes”, mas “empobrece a saúde na região e conduzirá à desvalorização do Algarve como entidade regional com peso político”.

Aquele profissional de saúde refere ainda que a integração dos hospitais em unidades locais de saúde vai “colocar os hospitais a reboque da medicina geral e familiar e, de seguida, [provocar] a extinção da Administração Regional de Saúde do Algarve (ARS)”.

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