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Os deputados do PS justificaram a sua posição hoje por escrito, afirmando que os documentos apresentados “não resultam de uma eficaz, criteriosa e competente gestão dos dinheiros públicos”.

Para os eleitos municipais do PS, partido que detém a maioria na Assembleia Municipal, a gestão do executivo camarário (PSD) “conduziu o município a uma situação de colapso financeiro, com uma diminuição dos fundos próprios, nos últimos dois anos, em cerca de 12 milhões de euros”.

Além disso, acrescentam em comunicado que, “a dívida a fornecedores atingiu, no final de 2010, o preocupante montante de 12,4 milhões de euros”, considerando que a situação financeira “tem a ver com clamorosos erros de gestão do que com a diminuição da receita”.

Segundo o PS, entre 2005 e 2008, o executivo autárquico dispôs de receitas médias na ordem dos 33,7 milhões de euros, “tendo decidido começar a alimentar uma despesa descontrolada e desmesurada de que resultou num aumento em cerca de 450 por cento da dívida per capita do município”.

Aquele partido acusa o executivo da Câmara de Lagoa de “incapacidade para gerir de forma apropriada os dinheiros públicos, insistindo em práticas desajustadas” da realidade.

De acordo com o PS de Lagoa, a situação das finanças do município “é muito grave”, e considera que se não forem invertidas as práticas de gestão, a câmara poderá ter “dificuldade em cumprir com as suas obrigações, tais como o pagamento dos ordenados aos funcionários e as transferências para as autarquias, clubes e instituições”.

Lusa
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