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A moção, apresentada pela CDU e aprovada na terça-feira, visa manifestar o desacordo daquela assembleia com a agregação dos hospitais de Faro, Lagos e Portimão (os dois últimos constituem o Centro Hospitalar do Barlavento Algarvio), medida já publicada em Diário da República e que entra em vigor a 01 de julho.

Segundo a maioria dos eleitos com assento na Assembleia Intermunicipal do Algarve (AIA), a decisão do Governo é "desadequada e lesiva", numa altura em que o que se exigia era que se "colmatassem valências em falta nos hospitais algarvios ou a velha aspiração da construção do hospital central do Algarve".

Na moção é ainda criticado o facto de a medida ter como objetivo único o cortar de despesas, que terá como consequência maior dificuldade no acesso aos cuidados de saúde, custos mais elevados para os utentes e para o Estado e a degradação dos serviços prestados.

"Apesar de toda a demagogia e propaganda de que o processo se reveste para justificar a bondade da decisão, a verdade é que, caso a anunciada fusão vá por diante, porá ainda mais em causa o acesso a cuidados médicos de milhares de algarvios e visitantes, que não são tidos em conta na proposta", concluem.

Aprovada em Conselho de Ministros a 17 de abril, a criação do CHA foi proposta e justificada pela ARS/Algarve para otimizar a gestão das unidades de saúde e resolver os crónicos constrangimentos de recursos humanos na região.

A hipótese de encerramento de valências ou serviços já foi negada pelo presidente da ARS, Martins dos Santos.

A moção será enviada ao Governo, Presidente da República e aos executivos das câmaras municipais algarvias.

Lusa

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