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Na sessão da Assembleia Municipal de Faro, o Bloco de Esquerda (BE) de Faro apresentou a moção intitulada “Defender a Campina de Faro é Defender o Futuro da Cidade e do Concelho de Faro”.

No documento, o BE defende a preservação do uso agrícola daquela zona, a consolidação dos núcleos urbanos existentes e consequente não aprovação de novas urbanizações.

Na moção do BE propunha-se que a Assembleia Municipal se comprometesse com uma “moratória” perante qualquer nova proposta de urbanização na Campina, e que a Câmara de Faro negociasse a “relocalização das urbanizações já aprovadas" que ainda não estão em construção.

O documento defendia ainda a “fixação de novos agricultores na Campina” e a criação de mecanismos de acesso dos produtores locais aos mercados do concelho.

A proposta, que foi discutida durante mais de uma hora entre os deputados municipais e que culminou com uma explicação do presidente da Câmara de Faro, Macário Correia, sobre as qualidades do solo e as dimensões do terreno, foi chumbada com os votos contra das bancadas do PSD, PS e CDS.

O BE, a CDU e o deputado do movimento cívico “Com Faro no Coração” (CFC) votaram a favor da moção.

A 15 de abril de 2010, a CDU apresentou uma moção sobre a necessidade de defender a Campina de Faro e o seu potencial agrícola que foi aprovada com a abstenção do PSD.

Há terrenos da Campina de Faro com pomares de citrinos, hortas, fruteiras tradicionais, alguma vinha e estufas que no passado chegaram a abastecer a região e a zona de Lisboa com produtos agrícolas.

Na década de 90 surgiu o problema da contaminação das águas subterrâneas dos terrenos por teores excessivos de nitratos, nitritos e cloretos(fertilizantes).

Lusa
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