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Desde 2 de abril que começaram a ser pagos na cidade mais 954 lugares de estacionamento, ao abrigo de uma deliberação da Câmara de Faro, elevando para cerca de 2.000 mil o número de lugares pagos na capital algarvia.

Em comunicado, o movimento liderado por José Vitorino, ex-presidente da autarquia, refere que as propostas obtiveram os votos favoráveis do próprio movimento, do PS, que também já propôs a criação de bolsas de estacionamento gratuito, da CDU e BE.

“Na bancada do PSD não houve votos favoráveis, tendo uns votado contra enquanto outros se abstiveram” afirmam, sublinhando que recomendaram à autarquia a criação de uma comissão para encontrar uma solução.

Segundo o CFC, as suas propostas vão também permitir que participem nos trabalhos da comissão representantes do movimento contra os parquímetros, que agrupa trabalhadores e comerciantes e que já recolheu mais de 7.000 assinaturas.

A comissão terá 60 dias para apresentar o relatório à Assembleia, num processo em que estarão representadas todas as forças autárquicas e ouvidos o presidente da Câmara, o movimento contra os parquímetros e associações de comerciantes.

“O CFC sempre fundamentou a sua posição contra os novos parquímetros, porque não havendo alternativas de estacionamento a cidade está cada vez mais deserta, com aumento das falências e do desemprego”, argumentam.

O movimento votou a favor de uma moção da CDU par a suspensão imediata dos parquímetros, mas a mesma foi chumbada pelos votos contra do PSD e abstenção do PS, concluem.

Liliana Lourencinho com Lusa

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