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Em declarações à margem da apresentação da moção com que se apresenta às eleições diretas para secretário geral do PS, em Faro, Assis frisou que avançará “na altura própria” com os nomes das pessoas que tem pensadas para ocupar esse cargo e os restantes lugares da estrutura dirigente do partido.

“Tenho muito bem pensada a questão da presidência e da estrutura dirigente do partido. Na altura própria falarei sobre isso e hoje não faço nenhuma consideração sobre as declarações do meu camarada e amigo Carlos César”, respondeu Assis, quando confrontado com as declarações do presidente do governo regional dos Açores à Agência Lusa de que ainda era “muito novo” para ser presidente do PS.

Assis disse que no encontro de hoje com os militantes do PS de Faro transmitiu uma “mensagem de confiança e esperança no futuro do PS e do País”, mas também de exigência relativamente ao partido socialista.

“Temos que fazer uma renovação programática, do discurso e da linguagem, ser um partido com outra relação com a sociedade, que compreenda novas causas e aborde novos temas, se ligue a novos movimentos que vão emergindo na sociedade portuguesa, seja capaz de interpretar os sinais do tempo que estamos a atravessar e de produzir um conjunto de propostas políticas que visem responder a novas questões e problemas que vão surgindo”, afirmou.

O candidato à liderança socialista sublinhou que esses objetivos “exigem um PS muito empenhado em estudar as questões, falar com as pessoas, apresentar soluções e muito concentrado na necessidade de renovação programática”, que considerou ser a questão fundamental.

“Como é que o socialismo democrático responde às questões de uma sociedade que está em profunda transformação? Num contexto económico-financeiro muito complexo, com enormes constrangimentos, como é que somos capazes de promover a prazo o crescimento da economia portuguesa e a sustentação do Estado de bem-estar?”, acrescentou.

Lusa
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