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Segundo a autarquia, que diz ter sido responsável pelo pagamento do consumo de energia elétrica do edifício da AFA nos últimos 20 anos, a ligação estabelecida é “fraudulenta”, “ilegal” e foi feita “à revelia da EDP”.

Em nota de imprensa, o presidente da Câmara de Faro, Macário Correia, acrescenta que a instalação de energia elétrica não foi aprovada, não é certificada e não dispõe de vigilância técnica “que assegure padrões mínimos de segurança”.

A AFA, por seu turno, diz não esperar usufruir “gratuita e eternamente” de tal facilidade e afirma estar “na disposição de pagar”, lembrando que a instalação elétrica que serve a sede está já a ser remodelada para conseguir obter a certificação.

Só nessa altura, diz a AFA, poderá ser instalado um contador próprio e a despesa passar a ser assumida pela associação, que durante 20 anos beneficiou de energia ao abrigo de um acordo com a Câmara de Faro.

Contudo, a autarquia diz ter dado um prazo de cerca de quatro meses À AFA para resolver o problema junto da EDP e, como tal não terá sido feito, a autarquia decidiu demarcar-se do processo.

“Já são, até ontem, centenas de milhares de euros que os contribuintes de Faro tiveram que desembolsar”, lê-se no comunicado da autarquia, onde se acrescenta que o assunto “deixou de dizer respeito à Câmara de Faro”, envolvendo agora a AFA e a EDP.

Mas os responsáveis da AFA temem que o corte da ligação obrigue à suspensão da sua actividade, que se centra sobretudo na organização dos campeonatos distritais de futebol dos vários escalões, que diz envolver cerca de 8000 atletas do Algarve.

Sem energia na sede, dizem, os seus serviços não poderão funcionar, uma vez que deixam de haver condições para “marcar jogos, nomear árbitros e outros procedimentos indispensáveis ao calendário competitivo”.

Lusa

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