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Luís Gomes disse à agência Lusa que se limita “a pôr em prática o PDM aprovado pelo próprio PS, que prevê a venda daqueles terrenos”, questionando a validade de uma alegada avaliação dos imóveis em causa, num total de 49 milhões de euros, que disse desconhecer.

Em comunicado, o PS acusou hoje Luís Gomes de estar a vender por 32,4 milhões de euros três terrenos municipais avaliados previamente em 49 milhões, lesando assim os cofres da câmara em 16,6 milhões.

Em resposta, Luís Gomes assegurou que não há qualquer documento que prove que os imóveis foram avaliados naquele ou noutro montante, sustentando que a colocação à venda se deve à necessidade de cumprir o Plano Diretor Municipal (PDM), aprovado em 1992 com os votos favoráveis do PS.

Sublinhando que os imóveis ainda não foram vendidos, Luís Gomes sustentou que, dos três terrenos em questão, apenas o que se situa em frente ao Hotel Vasco da Gama terá uma base de licitação abaixo do valor de avaliação – de 10 para 8,5 milhões de euros – devido às más condições atuais do mercado imobiliário.

Observou que os terrenos frente ao Hotel Vasco da Gama são uma zona turística de expansão e que, ao contrário do que defendem os socialistas, tanto podem servir para construção de habitação como de um hotel.

Segundo Luís Gomes, também os terrenos do parque de campismo de Monte Gordo são identificados pelo PDM como uma zona turística de expansão e a escola primária de Monte Gordo como zona de habitação de expansão.

Sobre a dívida do município que os socialistas qualificam de “monstruosa”, Luís Gomes desafiou-os a provar de que ela é de 112 milhões de euros.

“Esses 112 milhões não existem, o valor do saneamento financeiro da câmara é de 50,8 milhões de euros”, disse, explicando que aquele é o valor do empréstimo solicitado à banca, pelo que, se os terrenos forem vendidos – o que reconheceu ser “difícil na atual conjuntura” – o município “ficará em situação de superavit”.

Recordou que uma auditoria efetuada logo após a sua posse para o primeiro mandato, em 2005, encontrou “faturas escondidas” no valor de 30 milhões de euros.

Assegurou que, durante os últimos seis anos em que esteve à frente da câmara de VRSA os ativos camarários subiram de 15 para 280 milhões de euros.

Lusa
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