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Em entrevista à agência Lusa, Júlio Barroso (PS) considera o IC4 (itinerário complementar) um “eixo rodoviário fundamental” para a sustentabilidade económica e desenvolvimento turístico de cinco concelhos periféricos do Algarve e do Alentejo, “seja em formato de autoestrada ou requalificando a estrada existente”.

“O IC4 é uma inevitabilidade e não deixaremos de pugnar por esta via estruturante até Lagos” assegurou Júlio Barroso, refutando as acusações do PSD, (partido na oposição na autarquia de maioria PS), que o acusa de “aceitar o modelo menos vantajoso para Lagos” proposto pelo Instituto Nacional de Infraestruturas Rodoviárias (INIR).

“Se construir com perfil de autoestrada implicar esperar mais 20 anos então, faça-se noutro perfil, mas rápido”, sugeriu. A nova rodovia poderá não ser uma autoestrada “se isso representar custos muito elevados”.

Para o autarca lacobrigense, a atual estrada (nacional 120) “como está não presta”.

No Estudo de Avaliação da Rede Rodoviária Nacional no Litoral Alentejano e Algarvio (IC4 – Sines/Lagos), o INIR defende a construção do itinerário complementar apenas entre Sines e Odemira e a beneficiação e requalificação da atual EN120 (estrada nacional) até ao nó de ligação com a Via Infante (A22), em Bensafrim, no concelho de Lagos.

O INIR justifica a proposta com a “francamente desfavorável” conjuntura económico-financeira nacional e com as atuais condições de circulação e capacidade da via existente.

A estimativa apresentada para construir uma nova estrada com o perfil de IC custa um milhão de euros por quilómetro. Se for em perfil de estrada nacional o valor baixa para os 750 mil euros/quilómetro, enquanto que para beneficiar e reabilitar as estradas existentes o custo situa-se entre os 200 mil a 350 mil euros/quilómetro.

“O importante é que seja uma estrada ampla e segura e que se faça com a maior qualidade e dentro dos condicionalismos em que vivemos”, sublinhou Júlio Barroso.

“Considerando os valores apresentados no estudo, achamos a medida adequada, porque queremos a estrada o mais rapidamente possível”, destacou o autarca de Lagos, defendendo a autoestrada “se o custo for o mesmo” que requalificar a EN120.

O responsável disse que aceita "a requalificação da estrada existente, caso seja possível retirar as curvas perigosas, alargar as bermas e implementar vias para veículos lentos nas subidas”.

O autarca referiu ainda que a beneficiação e requalificação da EN120 “poderá trazer benefícios económicos futuros” para os concelhos e para os utilizadores.

“Se o IC4 for feito em perfil de autoestrada, mais dia menos dia, vamos pagá-lo, como vamos pagar a Via Infante de Sagres (A22) ou, então, dão aos municípios para gerirem, como querem dar a Estrada Nacional Lagos-Bensafrim, para que a manutenção seja da nossa responsabilidade”, concluiu.

Lusa
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