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O ministro Paulo Macedo (D) ladeado pelo diretor do Centro Hospitalar do Algarve, Pedro Nunes (E)  © Filipe Farinha/Lusa
O ministro Paulo Macedo (D) ladeado pelo diretor do Centro Hospitalar do Algarve, Pedro Nunes (E)
© Filipe Farinha/Lusa

A Comunidade Intermunicipal do Algarve (Amal) admitiu na segunda-feira que há falta de “prontidão” e de “qualidade na prestação de serviços de saúde” na região e pediu uma reunião ao ministro da Saúde com caráter de urgência.

“É hora de uma vez por todas o Governo olhar para a Saúde no Algarve com o propósito de resolver muitos problemas existentes”, lê-se num comunicado entregue pela Amal aos jornalistas, após os 16 autarcas que compõem a comunidade intermunicipal algarvia se terem reunido para discutir a Saúde na região.

Nesse encontro decidiram pedir, com “caráter de urgência”, uma reunião ao ministro da Saúde, Paulo Macedo.

O Conselho Intermunicipal da Amal, que congrega as 16 autarquias do Algarve, deliberou, por unanimidade, expressar a sua “apreensão pela situação atual” e exigiu da tutela uma “decisão clarificadora” e “célere” para efeitos de normalização do funcionamento das unidades hospitalares.

Um abaixo-assinado subscrito por 182 médicos há 15 dias denunciou a existência de adiamentos de cirurgias programadas no Centro Hospitalar do Algarve (CHA), por falta de material, e a falta de medicamentos nos hospitais públicos de Faro e Portimão.

Preocupados com a falta de médicos e enfermeiros na região, os 16 autarcas algarvios afirmaram que “cabe ao Governo resolver com urgência a suborçamentação do CHA” e “permitir à administração o imediato reforço do quadro técnico de médicos e de enfermagem”.

“A saúde no Algarve, com ou sem reorganização, está a passar sérias dificuldades”, admitiu o presidente do conselho intermunicipal da Amal, reconhecendo, por exemplo que a Amal está preocupada com as dificuldades sérias de resposta em cuidados de saúde no Algarve, designadamente com a falta de médicos e o fecho das valências Psiquiatria e Otorrino do Hospital do barlavento, que passaram para o Hospital de Faro.

A Amal decidiu também exigir a “reabertura das extensões de saúde já encerradas” e “manifesta-se contra mais encerramentos de extensões de saúde, particularmente no interior do Algarve”, tendo em conta que a população que reside nestes concelhos é na sua maioria idosa.

Os autarcas exigem ainda que a “curto prazo” se verifique a melhoria dos cuidados de saúde no Algarve, bem como o aumento do número de camas existentes, e que se encontrem soluções para o enquadramento da lei dos compromissos na sua aplicação à gestão hospitalar, no sentido da sua flexibilização.

O abaixo-assinado dos médicos, que denúncia as más condições dos hospitais de Faro e Portimão, é subscrito por 182 de um universo de 230 médicos especialistas efetivos daquelas duas unidades, ou seja, aproximadamente 80%.

Os médicos queixam-se da degradação dos cuidados de saúde prestados à população algarvia, exemplificando com os frequentes adiamentos de cirurgias programadas, por falta de material, os atrasos na realização de exames e a falta de medicamentos.

O presidente da administração do CHA, Pedro Nunes, já veio classificar de “ridículo” e “desleal” alguns médicos afirmarem que há falta de medicamentos em Faro e Portimão e que as cirurgias são adiadas por falta de material.

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