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A AMAL pediu pela primeira vez uma reunião a José Sócrates a 04 de outubro e contestou o facto de o primeiro ministro ter delegado a tarefa no ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, António Mendonça, e este, por sua vez, ter também delegado no secretário de Estado das Obras Públicas, Paulo Campos.

A Comunidade Intermunicipal manifestou o seu "desagrado" por o chefe de Governo não a ter recebido e não ter obtido resposta relativamente à data prevista para a conclusão das obras de requalificação da Estrada Nacional 125 (EN125), condição que considera ser indispensável para haver uma alternativa à Via do Infante.

Hoje, a AMAL anunciou que "reiterou o pedido de uma reunião ao senhor primeiro ministro, na qual pretende saber das respostas às questões colocadas".

O presidente da AMAL, Macário Correia, disse à Lusa que a Comunidade Intermunicipal "cultiva uma boa relação institucional, educada e com dignidade com toda a gente" e os "16 presidentes de câmara que representam uma região merecem respeito e consideração"

Macário Correia lamentou que depois de António Mendonça ter delegado o assunto ao secretário de Estado, este “em vez de marcar uma reunião para responder à questão colocada sobre a EN125, tenha respondido a dizer que estava a preparar a solução técnica para a introdução das portagens na A22 e que iria fazer uma ronda de conversações com autarcas”.

“Nós não sabemos se é com um, com dois ou com três, se é com um grupo de cada vez. Isto não está claro", acrescentou o também presidente da Câmara de Faro.

O autarca criticou ainda que António Mendonça se tenha deslocado ao Algarve depois do pedido de reunião da AMAL, altura em que admitiu antecipar a introdução das portagens, [nas autoestradas sem custo para os utilizadores (scut)] previstas até 15 de abril".

Macário Correia garantiu ainda que a AMAL "tem a mesma posição, abertura e boa educação que sempre teve no processo”, continuando com esperança de resolver a questão de forma institucional.

Lusa

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