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António Terramoto, reformado, cofundador da associação Somos Olhão – Movimento de Cidadania Ativa e um dos principais ativistas do movimento de ocupação de casas devolutas, em Olhão, após o 25 de Abril, é o único candidato daquele partido a concorrer á presidência de uma câmara algarvia

Na sua declaração de candidatura, publicada no blogue do núcleo de Olhão daquele partido, António Terramoto sublinha que “a única saída para o povo de Olhão é o caminho da luta”, comprometendo-se a renunciar ao mandato, caso seja eleito, no dia em que se desviar dos objetivos estabelecidos

O candidato promete extinguir as empresas municipais do concelho, que considera não terem qualquer benefício para os cidadãos, e apostar no setor da agricultura, promovendo o associativismo dos produtores

A poluição na Ria Formosa e a decadência do comércio local devido á concorrência das grandes superfícies são outras das preocupações de António Terramoto

“São múltiplos os desafios que se colocam á gestão autárquica e muitos deles, apesar de não serem citados, como a Saúde, a Educação, a Habitação, e a Proteção Social, não estão esquecidos, mas a ideia desta carta de intenções é a de valorizar sempre, mas sempre, as pessoas”, salienta

A lista encabeçada por António Terramoto é composta por operários (30%), funcionários públicos e reformados (20% cada), havendo ainda um professor universitário, uma doméstica e um empresário da restauração

“é esta homogeneidade, é esta experiência da vida, é este conhecimento das dificuldades e de como alcançar vitórias, que fazem desta lista uma lista de luta ao lado dos munícipes, de unidade entre todas as camadas trabalhadoras da população”, conclui

Na corrida á presidência da autarquia, dominada há 20 anos pelo PS, estão, além de António Terramoto, António Pina (PS), Eduardo Cruz (PSD), Ivo Madeira (BE), o independente João Pereira, pelo movimento “Novo Rumo”, e Sebastião Coelho (CDU)

Lusa

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