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Em declarações á Lusa, António Mendonça afirmou não querer colocar em causa a capacidade das entidades envolvidas naquele programa, mas defendeu que o conhecimento dos profissionais da Ria Formosa deve ser tido em conta nas ações previstas

“é perfeitamente possível compatibilizar sem secundarizar o conhecimento de quem vive e trabalha na zona”, argumentou, acrescentando que “ninguém, mais do que eles, está interessado em respeitar os equilíbrios naturais e os valores da natureza”

António Mendonça, que concorre pela terceira vez consecutiva á presidência da autarquia, acrescentou ainda que, das conversas que tem tido com as famílias que vivem da Ria Formosa, tem verificado que a exploração daquele sistema não está a ser plena

“Dizem-nos que as capacidades produtivas e a riqueza existente na Ria Formosa nem a 25% está a ser explorada”, lamentou, pedindo ao Governo que tenha como uma das suas prioridades na região apoiar estes profissionais

Segundo o candidato, não é o programa Polis Ria Formosa que está mal concebido, é a “orientação política” que é dada a estes instrumentos de gestão do território e não permite a defesa dos interesses empresariais locais e da comunidade

“Nós não podemos continuar a delapidar Portugal a favor sempre dos grandes interesses internacionais. Isso está provado que nos está a destruir enquanto povo”, concluiu

Em 2009, a coligação entre o PCP e o Partido “Os Verdes” conseguiu obter 5,24 por cento dos votos em Faro, não chegando a eleger qualquer vereador

Os adversários de António Mendonça são Rogério Bacalhau (PSD/CDS-PP/MPT/PPM), Paulo Neves (PS), Vítor Ruivo (BE), o independente José Vitorino e Vítor Silva (PPV – Portugal Pró Vida)

As eleições autárquicas decorrem a 29 de setembro

Lusa

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