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A fixação das novas fronteiras entre Faro e Loulé foi aprovada pelas duas assembleias municipais (foram entregues ao município de Loulé cerca de 200 hectares do território de Montenegro), mas os moradores da Ilha de Cima da Praia de Faro são oficialmente residentes no concelho de Loulé, e recenseados em Faro, freguesia do Montenegro. Por isso, votam para a assembleia de freguesia, a câmara e a assembleia de Faro

“é uma situação irregular que a nova delimitação [de fronteiras] deveria ter regularizado e não o fez”, disse hoje á Lusa o candidato Vítor Ruivo, que esteve no âmbito da campanha eleitoral a falar com habitantes do concelho de Loulé que votam em Faro porque vivem mais perto da capital algarvia

O candidato defendeu que se deve aceder á “satisfação da maioria das pessoas” que querem pertencer a Faro e recordou que as pessoas se “sentem do concelho de Faro, tratam as suas coisas em Faro, a limpeza é feita pela autarquia de Faro”, mas depois pertencem administrativamente a Loulé

“Nós só não colocamos isso de uma maneira imediata e, enfim, de tentar uma impugnação do ato eleitoral, porque não iria resolver o problema de fundo, mas achamos que devia ser resolvido”, observou, sugerindo que se o marco, no que diz respeito á praia de Faro, recuasse no sentido de Loulé umas centenas de metros, essa questão estava resolvida

Vítor Ruivo sublinhou que com a nova alteração das fronteiras entre os concelhos de Faro e Loulé “ainda mais eleitores” se encontram em situação irregular

O BE levanta também a questão da área da proteção civil e pergunta quem é que intervém em caso de sinistro e quem compensa a “inevitabilidade de intervenção dos serviços sediados em Faro”

Além de Vítor Ruivo, estão na corrida á presidência da autarquia de Faro Rogério Bacalhau (PSD/CDS-PP/MPT/PPM), Paulo Neves (PS), o independente José Vitorino, António Mendonça (CDU) e Vítor Silva (PPV)

As eleições autárquicas estão marcadas para o próximo domingo

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