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Na sessão de apresentação da candidatura à Câmara Municipal de Faro, Vítor Silva disse na última segunda-feira pretender cumprir “um sonho dos farenses há 70 anos que é a tentativa de criar uma zona ribeirinha” desde a entrada da cidade, junto ao Teatro das Figuras, até ao apeadeiro do Bom João, ambos territórios por onde passa o comboio atualmente.

Com uma eventual retirada do caminho-de-ferro da zona ribeirinha de Faro, um passageiro proveniente de Lisboa e com destino a Vila Real de Santo António seria transportado de autocarro (‘minibus’) até ao apeadeiro do Bom João, de onde seguiria viagem.

De acordo com a proposta do também cantor, a baixa da cidade entre o Hotel Eva e o Arco da Vila seria cortada ao trânsito durante as noites e fins de semana para promover “a instalação de negócios na via pública e abertura de esplanadas, bem como eventos culturais e desportivos”.

João Belo, elemento da candidatura de Vítor Silva, afirmou que o plano estratégico pretendido não é para quatro anos, mas sim para 30, incluindo um concurso público internacional para a remodelação da “disponibilidade territorial do concelho”, havendo já “capitais estrangeiros na cobiça” deste “plano ambicioso” que pretende transformar a cidade na “Porta da Europa”.

Vítor Silva sublinhou que a candidatura é "para valer", caso contrário estaria, por exemplo, "na África do Sul a cantar".

O candidato do PPV, que, questionado sobre a política do movimento que apoia a lista, disse que aquela estrutura não vai ter “qualquer influência” nas propostas, admitiu a possibilidade de se realizarem referendos locais “quando se justifique”.

Além de diversas propostas de cariz social, Vítor Silva sugere, também, a criação nas escolas de uma “disciplina cívica de ‘Conhecimentos básicos de agricultura’” para incentivar as crianças a “mexer na terra”.

Redacão com Lusa

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