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O cabeça de lista dos centristas é profissional de seguros em Portimão, onde reside há vários anos.

É também membro do Conselho Nacional do CDS-PP e vice-presidente da mesa do Congresso Nacional do partido. Entre 2006 e 2012, foi presidente da Comissão Política Concelhia de Portimão e, entre 2007 e 2012, desempenhou o cargo de vogal na Comissão Política Distrital do CDS-PP do Algarve.

A decisão foi tomada na reunião de terça-feira da Comissão Política Concelhia do CDS-PP, que decidiu também candidatar o empresário Fernando Gião, de 71 anos, à Assembleia Municipal.

José Pedro Caçorino disse hoje à agência Lusa que a sua candidatura visa "pôr fim a 30 anos de gestão socialista, que levou o município à asfixia financeira".

"Há que marcar uma rutura clara e inequívoca com a forma ruinosa, opaca e antidemocrática que marcou a ação do PS nos órgãos autárquicos de Portimão", realçou o candidato dos centristas.

O concelho de Portimão, que tem no turismo a sua principal atividade económica, é o município do país com a maior dívida a fornecedores, cerca de 170 milhões de euros, o que o obrigou a recorrer ao Programa de Apoio à Economia Local (PAEL), lançado pelo Governo no ano passado.

A Direção-Geral das Autarquias Locais aponta Portimão como a autarquia pior pagadora do país, demorando, em média, 3,5 anos a saldar as contas com os fornecedores.

O candidato do CDS-PP reconheceu que a atual situação financeira do município o coloca "perante um desafio muito difícil, mas ao mesmo tempo aliciante".

"O concelho está asfixiado financeiramente, mas tem capacidades económicas que permitem encontrar outros rumos para encarar o futuro com muito otimismo", destacou José Pedro Caçorino.

Nas eleições autárquicas de 2013, José Pedro Caçorino vai enfrentar pelo menos Isilda Gomes, candidata escolhida pelo PS, já que o atual presidente da câmara não pode recandidatar-se ao cargo.

Sem representação na câmara, o CDS-PP recolheu 999 (4,31%) dos votos nas eleições autárquicas de 2009, contra 12.849 (55,49%) do PS, 5.818 (25,13%) do PSD, 1372 (5,93%) da coligação CDU/PCP-PEV e 1.460 (6,31%) do Bloco de Esquerda.

Lusa

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