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O candidato socialista, bancário, de 45 anos, é vereador sem pelouros atribuídos naquela autarquia desde 2009 e vai defrontar nas eleições deste ano o vice-presidente da autarquia (PSD), José Carlos Pereira.

Alcoutim é um dos concelhos mais desertificados do país e a autarquia – liderada há vinte anos pelo social-democrata Francisco Amaral -, concluiu o ano de 2012 sem dívidas, sendo considerada uma das melhores pagadoras a nível nacional.

O médico, um dos mais antigos autarcas algarvios, vai candidatar-se ao concelho vizinho de Castro Marim (PSD), de onde sai um companheiro de partido para se candidatar igualmente a um concelho vizinho, Tavira (PS).

Em declarações à agência Lusa, o candidato socialista a Alcoutim disse considerar que um dos maiores problemas do concelho é o facto de a autarquia estar há duas décadas sob liderança social-democrata, defendendo que é "tempo a mais".

As suas prioridades são a criação de emprego, a aposta na indústria florestal e na caça e a tentativa de atrair mais habitantes para o concelho, sobretudo jovens, que têm abandonado Alcoutim para trabalhar.

"Não há muita gente desempregada no concelho porque as pessoas se foram embora e deixaram de fazer parte dos cadernos eleitorais", argumentou Osvaldo Gonçalves, que quer atrair mais população.

Natural e residente no concelho, o socialista quer ainda apostar nos dois maiores recursos do concelho, a floresta, que pode ser explorada para o comércio de madeiras, e a cinegética, setores que considera não estarem a ser valorizados.

Osvaldo Gonçalves referiu, também, que o concelho "não pode continuar a trabalhar de costas voltadas" para as freguesias, defendendo a criação de ações concertadas entre os vários organismos autárquicos.

"Temos potencial e identidade local para lançar uma estratégia concertada que valorize setores que não estão a ser muito explorados", concluiu.

Lusa

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