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Simulacro_autoridade_maritimaA Autoridade Marítima do Sul admitiu hoje estar preparada para responder a um eventual derrame de combustível provocado por um choque de embarcações, depois de um simulacro realizado nas Quatro Águas, em Tavira.

O teste serviu pôr à prova os meios humanos, técnicos e logísticos da unidade de combate à poluição da Zona Marítima do Sul, que tem a seu cargo a costa do Algarve, tanto ao nível local como ao regional, segundo o chefe do departamento marítimo, Malaquias Domingues.

“Estou confiante de que tenho recursos humanos e materiais para fazer um primeiro combate a um foco de poluição como o que foi simulado. Temos também toda a estrutura da Autoridade Marítima Nacional, porque nós estamos organizados em escalões de intervenção e podemos deslocar mais meios para uma zona em função da gravidade do acidente”, afirmou o comandante Malaquias Domingues à agência Lusa.

O simulacro realizou-se nas Quatro Águas, em Tavira, e criou um cenário de um choque de duas embarcações que entravam na barra, provocando um rombo no tanque de combustível de uma delas e o consequente derrame de gasóleo para o mar, que Malaquias Domingues disse ser o cenário mais provável de poluição para uma costa com as características da algarvia.

O chefe do departamento marítimo disse que o exercício permitiu “testar os equipamentos e treinar os homens” para um eventual cenário de derrame combustível, com “resultados satisfatórios”.

“Foi criado um cenário de colisão de duas embarcações à entrada da barra e foram ativados os meios, primeiro da autoridade marítima local e depois, considerando que o cenário cresce para um derrame de poluente mais significativo, foi ativado o grau de nível regional”, afirmou o chefe do departamento marítimo do sul.

Participaram no simulacro 60 homens, com cinco embarcações, entre as quais uma lancha de fiscalização marítima que “sofreu algumas adaptações” para poder também ser utilizada em operações de combate à poluição e que foi utilizada com resultados positivos, segundo o comandante Malaquias Domingues.

“Como em todos os exercícios há altos e baixos, há sempre possibilidades de melhoria, mas fiquei satisfeito com os resultados, o treino do pessoal resultou bem e os equipamentos, sobretudo os equipamentos, funcionaram conforme é esperado”, afirmou.

Além da unidade de combate à poluição do departamento marítimo do sul, o exercício contou com a colaboração de outras entidades, como o Parque Natural da Ria Formosa, a Câmara [de Tavira] ou a Universidade do Algarve, que levou para assistir ao exercício 45 alunos de cursos ligados a áreas de estudo do mar.

O chefe do departamento marítimo do sul acrescentou que “os exercícios do material e do pessoal servem sempre para otimizar a capacidade de resposta, detetar os pontos fortes e fracos, no sentido de depois trabalhar para descobrir as melhores soluções e reduzir ao mínimo os pontos fracos”, objetivo que considerou ter sido alcançado.

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