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Foto © Luís Forra/Lusa
Foto © Luís Forra/Lusa

As autoridades mantinham hoje às 12:00 um total de 218 operacionais no perímetro do incêndio que durante cerca de quinze horas consumiu uma zona de mato e eucaliptos em Monchique, disse à Lusa fonte da Proteção Civil.

O incêndio deflagrou na quinta-feira cerca das 12:30, na localidade de Tojeiro, e foi dominado durante a madrugada, às 03:20, estando a proceder-se à conclusão da consolidação da área atingida pelas chamas, com a abertura de uma faixa de segurança ao longo de todo o perímetro, disse o comandante das operações de socorro.

Segundo Richard Marques, hoje à tarde iniciam-se as operações de vigilância ativa, prevendo-se que grande parte do dispositivo desmobilize ao final da tarde, embora a avaliação dos meios a manter no local só seja feita às 18:00, quando termina o período crítico de reativação do incêndio.

De acordo com aquele responsável, a situação meteorológica de hoje é semelhante à de quinta-feira, com pouco vento, o fator que mais contribui para a propagação de incêndios, mas ainda “existe muito combustível para arder” e o combustível junto ao perímetro do fogo sofreu um pré-aquecimento, o que justifica “cuidado redobrado”.

As pessoas que na quinta-feira tiveram que abandonar as habitações, por precaução, e que foram temporariamente deslocadas para o centro de dia de Marmelete, regressaram logo ao início da noite às suas casas, acrescentou.

No local permanecem 218 homens apoiados por 75 veículos e três máquinas de rasto. O incêndio provocou ferimentos ligeiros num bombeiro e destruiu uma viatura dos bombeiros de Lagoa, informou a Proteção Civil. Um carro dos bombeiros de Lagoa ardeu, depois de ter resvalado, tendo sido impossível retirar o veículo do local, não se registando ferimentos nos seus ocupantes, disse Abel Gomes, o comandante distrital da Proteção Civil do Algarve.

Os operacionais da Proteção Civil que compõem o dispositivo pertencem a todas as corporações de bombeiros do Algarve, estando ainda dois grupos de reforço de Lisboa, um de Beja e um grupo da Força Especial de Bombeiros.

Estão igualmente a participar nas operações um Grupo de Intervenção, Proteção e Socorro (GIPS) da GNR, os serviços municipais de Proteção Civil de Monchique e Portimão e ainda elementos da GNR, do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) e da Cruz Vermelha.

com Lusa

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