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“A mobilização popular é a única forma de travar as medidas destrutivas que o Governo tem implementado em vários setores da sociedade, nomeadamente na educação”, disse o coordenador do BE de Portimão, João Vasconcelos.

O Ministério da Educação e Ciência (MEC) anunciou no dia 1 de junho a conclusão do processo de agregação de escolas para o próximo ano letivo, o qual prevê a criação de 35 mega-agrupamentos, reduzindo para 150 o número de unidades de gestão escolar em todo o país.

Segundo João Vasconcelos, este processo vai criar um mega-agrupamento em Portimão que “provocará grandes dificuldades na gestão das escolas, ao mesmo tempo que atira para o desemprego professores e funcionários”.

O agrupamento previsto para Portimão no próximo ano letivo, irá agregar a Escola Secundária Poeta António Aleixo e o Agrupamento de Escolas D. Martinho Castelo Branco, o que se traduzirá em cerca de 3.000 alunos.

“Repudiamos esta decisão do Governo, considerando-a lamentável e gravemente desrespeitadora das posições veiculadas pela comunidade educativa, que influenciam a qualidade do ensino e atiram para o desemprego centenas de pessoas”, observou João Vasconcelos.

Para o coordenador do BE de Portimão, as dificuldades de gestão com a concentração de várias escolas num só agrupamento “tendem a agravar a indisciplina e a instabilidade entre os alunos, refletindo-se na aprendizagem, fomentando mais fenómenos de insucesso e de abandono escolar”.

Liliana Lourencinho com Lusa

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